Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Juros: DIs avançam com declarações de Campos Neto e cautela pré-feriado nos EUA

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros subiram em bloco nesta sexta-feira, com alta mais intensa no trecho intermediário da curva. Declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foram recebidas com preocupação e deflagraram uma recomposição dos prêmios na curva. Esse movimento foi amplificado pela alta do dólar e por um clima de cautela à véspera do feriado do Memorial Day, que manterá os mercados americanos fechados na segunda-feira.

A taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 avançou de 10,390% no ajuste de ontem para 10,415%, enquanto o juro do DI para janeiro de 2027 passou de 11,080% para 11,150%. A taxa do contrato para janeiro de 2029 subiu de 11,533% para 11,565%. Com isso, os juros terminam a semana cerca de 6 pontos-base acima dos ajustes da última sexta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em um evento organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio, Campos Neto disse que as expectativas de inflação do mercado estão "subindo bastante". Ele atribuiu essa desancoragem à política fiscal e ao cenário externo, mas também a dúvidas sobre a "credibilidade do Banco Central." Além disso, disse que os preços dos alimentos podem subir por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, o que cria um risco para o IPCA.

"Desde a última reunião do Copom, o mercado já está com muitas dúvidas sobre quem serão os novos membros do comitê", explica o diretor da Wagner Investimentos, José Raymundo Faria Júnior. "O mercado não aceitou bem a decisão, não aceitou bem a comunicação, e isso tem piorado a nossa curva de juros."

Na última decisão, o comitê diminuiu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 10,75% para 10,5%, por cinco votos a quatro. A minoria - inteiramente composta por diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva - votou por um corte maior, de 0,5 ponto. Como os mandatos de Campos Neto e de outros dois diretores indicados no governo anterior terminam no fim deste ano, Lula nomeará mais três membros do Copom no início de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O cenário externo também contribuiu para o aumento das taxas aqui. Segundo a economista-chefe da CM Capital, Carla Argenta, dados da economia americana divulgados hoje reforçaram a avaliação de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) manterá os juros altos por mais tempo.

"Embora o BC brasileiro fale explicitamente que não há relação mecânica entre o juro externo e o doméstico, não podemos desconsiderar que existe uma relação importante", diz Argenta. No fim do dia, a curva futura dos EUA passou a indicar a manutenção dos juros como o cenário mais provável na reunião do Fed de setembro, segundo monitoramento do CME Group. Agora, o mercado espera que o primeiro corte dos juros americanos aconteça apenas em novembro.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV