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Itaúsa tem lucro líquido recorrente de R$ 4,1 bi no 3tri25, alta de 6% em um ano

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A Itaúsa, uma das maiores holdings de investimento de capital aberto da América Latina, anunciou na noite desta segunda-feira, 10, lucro líquido recorrente de R$ 4,120 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 6% na comparação com o mesmo período de 2024.

O presidente da holding, Alfredo Setubal, destaca em comentário no balanço, que mesmo em "um cenário de ajustes globais", a Itaúsa teve lucro recorde e o resultado das investidas, que inclui nomes como Itaú, Aegea, Alpargatas e Motiva (ex-CCR), cresceu 7% na comparação anual.

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"O Itaú Unibanco manteve performance robusta, com crescimento em todos os segmentos da sua carteira de crédito no Brasil, custo de crédito e inadimplência sob controle", escreveu Setubal. O Itaú, o maior investimento da Itaúsa, teve lucro recorde de R$ 11,9 bilhões no terceiro trimestre.

Nas investidas do setor não financeiro, Setubal destaca os resultados crescentes da Aegea, Alpargatas e Motiva. A Aegea e a Motiva conseguiram melhorar o resultado em função de reajustes tarifários, aumento de volume e novas concessões.

Entre os principais indicadores, o retorno patrimonial recorrente (ROE, na sigla em inglês) ficou em 18,5% no terceiro trimestre, ante 18% no mesmo período de 2024.

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Já o endividamento líquido da Itaúsa caiu mais 26% no terceiro trimestre na comparação anual, para R$ 697 milhões. No endividamento, a holding destaca que os números mostram a estratégia de gerenciamento dos passivos, iniciada no final de 2022, e que em agosto teve mais um pré-pagamento de debêntures.

O valor de mercado do portfólio da Itaúsa ficou em R$ 168,1 bilhões, alta anual de 18%. O resultado recorrente das empresas investidas foi de R$ 4,369 bilhões, crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior, de acordo com o balanço. O Itaú contribuiu com a maior parte, R$ 4,085 bilhões, expansão anual de 7,1%.

Entre as investidas, a Dexco, de materiais de construção, foi a única a gerar perdas, de R$ 17 milhões no terceiro trimestre, ante ganho de R$ 68 milhões no mesmo período do ano passado. A piora foi reflexo do menor resultado financeiro, por conta da Selic mais alta, e do maior endividamento líquido. A Dexco também teve o impacto da venda de ativos florestais e reavaliação do ativo biológico no terceiro trimestre do ano passado, o que não ocorreu no terceiro trimestre de 2025.

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A holding fechou setembro com R$ 2,4 bilhões em caixa, menor em relação a julho, que estava em R$ 4,3 bilhões. A razão é que a empresa usou parte do caixa para fazer o resgate antecipado das debêntures, no valor de R$ 2,5 bilhões.

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