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Itaú Unibanco fecha acordo para comprar 35% da gestora Prisma Capital

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O Itaú Unibanco e a gestora de investimentos alternativos brasileira Prisma Capital anunciaram a assinatura de um acordo de investimento pelo qual o Itaú passará a deter participação de 35% na Prisma, por meio de ações preferenciais. De acordo com comunicado divulgado pela Prisma, os atuais sócios seguem com os 65% restantes e com o controle da gestora.

O investimento do Itaú será feito por meio de um aumento de capital 100% primário (quando os recursos entram diretamente no caixa) na Prisma. Os recursos aportados pelo banco serão utilizados para ampliar a capacidade de investimento da gestora, incluindo na forma de coinvestimento em fundos ao lado de seus clientes, além de acelerar iniciativas estratégicas, como a criação e aquisição de plataformas proprietárias de originação de ativos para os fundos geridos pela Prisma.

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"A Prisma construiu uma das plataformas mais admiradas do País em investimentos alternativos", afirma Carlos Fernando Rossi Constantini, diretor de Wealth Management & Services do Itaú, no comunicado.

Segundo ele, o movimento "reforça o posicionamento do Itaú no segmento de alternativos, permitindo melhor capturar o potencial de crescimento desse mercado no Brasil".

A Prisma foi fundada em 2017 por Marcelo Hallack, João Mendes e Lucas Canhoto, e tem cerca de R$ 28 bilhões sob gestão. Nesse período, investiu mais de R$ 14 bilhões em 120 transações.

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A gestora é especializada em estratégias de solução de capital para empresas, incluindo crédito estruturado, private equity (compra de participação em empresas), ativos imobiliários, créditos não performados de empresas, falências e recuperações judiciais, financiamento de litígios e gestão de passivos e contingências.

"Esta é a transação mais importante da história da Prisma", diz Hallack no mesmo comunicado. "Trazer o Itaú como sócio cria uma base de capital robusta e reforça nossa governança, sem mudar o que nos trouxe até aqui."

A conclusão da operação está sujeita às condições usuais, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil.

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