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Isa Energia: Custo financeiro pesa e lucro líquido cai 32% no 2tri26, para R$ 174 milhões

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A Isa Energia Brasil registrou lucro líquido regulatório de R$ 173,9 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 32% na comparação com os R$ 256 milhões do mesmo período de 2025.

A queda é explicada pelo aumento das despesas financeiras no período, refletindo o aumento das captações no mercado de capitais para fazer frente ao plano de investimentos que a companhia vem desenvolvendo.

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Segundo o presidente da Isa Energia, Rui Chammas, o desempenho ficou dentro do planejado pela administração. "O desenvolvimento do plano de capex intenso aumenta a dívida e, portanto, gera uma pressão nos custos financeiros", disse à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, em referência ao crescimento médio anual de 38% nos investimentos totais da companhia, nos últimos cinco anos. Somente nos seis primeiros meses do ano foram mais de R$ 2,2 bilhões.

A receita líquida regulatória da transmissora somou R$ 1,243 bilhão entre abril e junho, montante 20,9% maior do que o registrado em igual período de 2025. Destaque para o crescimento de 52% na receita líquida operacional ex-RBSE, para R$ 779,2 milhões.

A expansão foi propiciada pelo reajuste da Receita Anual Permitida (RAP) para o ciclo 2025/2026, bem como pela energização de projetos arrematados em recentes leilões e pelo início de operação de projetos de reforços e melhorias (R&M) de grande porte.

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O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) consolidado cresceu 22,5% na comparação anual, para R$ 966,9 milhões. Além da entrada em operação de projetos novos (greenfield) e de R&M de grande porte, o desempenho também reflete o ganho de eficiência operacional, com aumento da receita superior ao das despesas.

Os gastos com Pessoal, Materiais, Serviços de Terceiros e Outros (PMSO) tiveram elevação de 13%, para R$ 210,8 milhões. No consolidado do primeiro semestre, a relação entre custo fixo e a receita ficou em 25%, abaixo dos 30% de igual etapa do ano passado.

Investimentos e Dívida

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Entre abril e junho, a Isa Brasil investiu R$ 1,053 bilhão. Desse total, R$ 608 milhões foram destinados a projetos novos, o que corresponde a uma redução de 16% na comparação anual, refletindo a maturidade dos empreendimentos. Outros R$ 445 milhões foram aplicados em Reforços e Melhorias, 17% acima do realizado no mesmo período do ano passado.

"Alinhado com o que já falávamos, os projetos greenfield diminuem agora - entregamos Piraquê e Jacarandá na primeira metade do ano -, mas seguimos crescendo Reforços e Melhorias, atingindo quase R$ 450 milhões", destacou Chammas.

Com os desembolsos, e também as captações realizadas no período, a Isa Energia encerrou junho com uma dívida líquida de R$ 16,289 bilhões, alta de 15% frente o fechamento do ano de 2025. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, teve leve alta nos primeiros seis meses do ano, passando de 3,63 vezes para 3,78 vezes.

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A diretora executiva de Finanças, Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios da Isa Energia, Silvia Wada, explicou que a companhia aproveitou, ao longo dos últimos meses, "janelas de oportunidades" de captação que darão mais conforto para a companhia em suas necessidades de crédito até o início de 2027. "Assim não precisamos recorrer ao mercado de capitais nesse período mais próximo às eleições", disse.

Durante o segundo trimestre, a companhia realizou 22ª emissão, de debêntures incentivadas e verde, destinada ao Projeto Itatiaia. Em julho, ainda fez duas emissões institucionais, somando R$ 2,5 bilhões. Além disso, realizou um follow-on primário, resultando em um aumento de capital de R$ 1,2 bilhão.

Silvia destacou que em uma das debêntures emitidas em julho (a 24ª) tem desembolsos faseados. "Como tínhamos várias coisas em paralelo, pegamos essa flexibilidade para poder encaixar, entendendo que o follow-on podia ser de R$ 650 milhões, podia nem ter, e acabou sendo de R$ 1,2 bilhão, então temos esse crédito para usar até inicio do ano que vem", explicou.

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