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Inflação alta continuou a reduzir o poder de compra dos consumidores nos EUA, diz Livro Bege

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A inflação nos Estados Unidos alta continua a pressionar os custos dos consumidores, segundo informam empresários consultados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para o Livro Bege. O documento, divulgado nesta quarta-feira, 4, é uma espécie de sumário das condições econômicas do país e serve de base para as decisões de política monetária do BC dos EUA.

O relatório mostra que os distritos destacaram que os custos relacionados à energia, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio, foram o principal fator por trás das pressões inflacionárias, com efeitos indiretos sobre os custos de transporte, embalagens, alimentos e fertilizantes.

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"A capacidade de repassar esses custos mais altos aos consumidores permaneceu desigual entre os diferentes setores, especialmente entre as companhias voltadas ao consumidor final", informou o Livro Bege.

O documento ainda citou que a incerteza dos consumidores e as preocupações com o impacto dos preços dos combustíveis sobre o orçamento das famílias também foram mencionadas por diversos distritos. "Várias regiões relataram que as empresas adotaram estratégias para mitigar a inflação, incluindo a otimização das cadeias de suprimentos, ajustes em produtos, redução da oferta de determinados itens e, em alguns casos, a absorção temporária dos custos adicionais para preservar a demanda dos clientes", descreveu o Livro Bege.

Os gastos dos consumidores permaneceram heterogêneos entre os distritos e mostraram uma crescente divisão entre diferentes faixas de renda, em meio às pressões sobre o poder de compra. As famílias de renda mais alta continuaram resilientes e menos sensíveis aos aumentos de preço, segundo o documento.

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