Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Índice da FAO de preços de alimentos sobe em julho, puxado por cereais, açúcar e óleos vegetais

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os preços internacionais dos alimentos subiram levemente em julho, impulsionados pela elevação das cotações de cereais, óleos vegetais e açúcar, que compensaram os recuos nos setores de carnes e produtos lácteos, informou nesta sexta-feira, 7, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O Índice de Preços de Alimentos da FAO registrou média de 131,1 pontos no mês, uma alta de 0,6% em relação a junho e 1% acima do nível verificado em julho de 2025.

Segundo a FAO, o avanço foi liderado pelo Índice de Preços de Cereais, que subiu 3,4% na comparação mensal, atingindo 113,8 pontos, valor 6,9% superior ao de julho de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

As cotações internacionais do trigo deram um salto de 5,8%, refletindo receios crescentes com interrupções nos fluxos de exportação pelo Mar Negro, danos à infraestrutura de embarque e os efeitos das recentes ondas de calor sobre o rendimento das lavouras em importantes países produtores.

O milho avançou 3,6%, sustentado por preocupações com o clima quente e seco em partes do Cinturão Agrícola dos Estados Unidos e por efeitos do fortalecimento dos mercados de energia em meio a tensões geopolíticas. Já o índice para todos os tipos de arroz permaneceu praticamente estável no período.

O Índice de Preços de Óleos Vegetais avançou 2% em julho, alcançando 195,7 pontos, o maior nível desde junho de 2022. O movimento refletiu a alta nas cotações dos óleos de palma e de soja. O óleo de palma subiu pelo segundo mês consecutivo, impulsionado pela firme demanda do setor de biodiesel na Indonésia e pela alta do petróleo bruto. O óleo de soja avançou sustentado pela demanda robusta de matéria-prima nos Estados Unidos e por uma demanda global de importação mais forte. Em contrapartida, os preços dos óleos de girassol e de canola recuaram no mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Índice de Preços da Carne recuou 2,8% em julho, para 127,7 pontos, após atingir o topo histórico no mês anterior. Trata-se do primeiro recuo mensal do indicador em 2026, com quedas em quase todas as categorias, exceto a carne ovina. As cotações internacionais da carne de frango caíram em virtude da ampla oferta exportável no Brasil. A carne suína também cedeu diante da oferta abundante na União Europeia e da demanda global contida. Os preços da carne bovina caíram em razão do enfraquecimento da demanda de importação na Ásia. Por outro lado, a carne ovina subiu e renovou o recorde histórico.

Entre os lácteos, o índice da FAO caiu 0,7% em julho frente a junho, somando 116,2 pontos (24,8% abaixo de julho de 2025), estendendo a trajetória de queda observada desde abril. O resultado refletiu a redução nos preços do leite em pó desnatado (-3,3%), do leite em pó integral (-3,1%) e da manteiga (-2,4%). Na direção oposta, as cotações do queijo avançaram 1,7%, registrando a primeira alta mensal em um ano, beneficiadas pela menor oferta sazonal de leite na União Europeia.

O açúcar registrou o maior avanço no mês, com seu índice subindo 5,6% em julho, para 95 pontos. De acordo com a organização, a alta foi motivada por preocupações com os efeitos do clima quente e seco na União Europeia e do fenômeno El Niño sobre a produção na Ásia. Além disso, a expectativa de maior demanda por etanol no Brasil, após um aumento temporário na mistura obrigatória na gasolina, deu suporte aos preços. No entanto, a melhoria das condições de colheita no Centro-Sul brasileiro limitou ganhos mais expressivos no mercado internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV