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'Imagino que a gente vai perder de 1,5% a 2% do PIB neste ano', diz Tarcísio de Freitas

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) criticou novamente a condução da política econômica do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante evento nesta quinta-feira, 6, no Palácio dos Bandeirantes com os prefeitos eleitos em 2024. "Imagino que a gente vai perder de 1,5% a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano", afirmou.

O chefe do Executivo paulista classificou o momento atual da economia como "cenário de deterioração fiscal" e disse que está preocupado com a queda de arrecadação e desaceleração da economia.

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Segundo ele, a causa - que foi debatida com outros governadores - seria um "choque de juros" necessário por conta do aumento da inflação, que teria extrapolado o limite de tolerância de 4,5%, terminando o ano passado com 4,8%.

"Em outubro de 2022, o País se endividava R$ 720 milhões por dia. Hoje o Brasil se endivida R$ 3,5 bilhões por dia", afirmou Tarcísio, comparando a gestão Lula com a do seu padrinho político e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Estive em Nova York e conversei com gestores de fundos de investimento. O desânimo é muito grande. E desânimo traz desinteresse."

O republicano mencionou que esperava que a desaceleração da economia acontecesse no segundo semestre do ano. Porém, o processo está se antecipando de acordo com ele.

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O governador de São Paulo citou as medidas de seu governo que teriam feito o Estado se preparar para o cenário previsto com a aprovação dos projetos pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). "Reforma administrativa, privatizações, programa de regularização tributária", declarou.

"Esse ano a gente tem um orçamento de investimento R$ 45 bilhões. R$ 33,5 bilhões dedicados realmente ao investimento e R$12 bilhões de capital financeiro", diz o governador. "Nós percebemos a queda na arrecadação pelas rodovias concedidas, caiu o movimento."

Tarcísio afirmou aos prefeitos de São Paulo que pretende ajudar os municípios a fazer leilões. As concessões para a iniciativa privada seriam a saída para reagir ao cenário de deterioração apontado por ele.

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O evento prevê aproximar os gestores municipais com o governo estadual. Estão previstos 135 programas.

Ao todo, cerca de 600 prefeitos estão presentes no Palácio dos Bandeirantes. Também se encontram deputados estaduais e federais como o presidente da Alesp, André do Prado (PL) e o presidente do MDB, Baleia Rossi.

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