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Iguatemi tem lucro líquido ajustado de R$ 164,1 milhões no 4tri24, alta de 21,9%

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A Iguatemi, dona de uma rede de 16 shoppings, reportou lucro líquido ajustado de R$ 164,1 milhões no quarto trimestre de 2024, 21,9% acima do mesmo período de 2023. A margem líquida ajustada foi de 43,7%, aumento de 3,0 ponto porcentual na mesma base de comparação.

O crescimento do lucro da Iguatemi está relacionado, principalmente, à expansão no faturamento dos shoppings e do seu braço de varejo, segundo a empresa. No ano inteiro de 2024, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 399,4 milhões, avanço de 31,1% ante 2023. Já a margem líquida ajustada no ano foi a 37,6%, melhora de 6 pontos porcentuais.

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O critério 'ajustado' exclui o efeito contábil da linearização dos aluguéis, da participação na Infracommerce e do resultado do swap de ações.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado e consolidado atingiu R$ 315,3 milhões no trimestre, avanço de 19,4% na comparação anual. A margem Ebitda ajustado foi de 84,0% no trimestre, alta de 4,2 p.p. na mesma base de comparação.

No ano, o Ebitda ajustado e consolidado superou a marca de R$ 1 bilhão pela primeira vez. Ele foi a R$ 1,024 bilhão, alta de 11,4% em relação ao ano anterior.

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O FFO ajustado atingiu R$ 219,3 milhões no trimestre, expansão de 23,3%, com margem FFO ajustada de 58,4%, alta de 4,6 p.p. No ano, o FFO ajustado totalizou R$ 693,3 milhões, alta de 23,2%.

A receita líquida no último trimestre de 2024 alcançou R$ 375,2 milhões, aumento de 13,5%. No ano, somou R$ 1,321 bilhão, expansão de 7,7%.

De outubro a dezembro de 2024, a empresa reportou crescimento de 8,3% na receita com locação, indo a R$ 275 milhões, resultado do aumento da ocupação dos shoppings, ajustes em contratos de locação e recuperação de valores atrasados.

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Já a receita com estacionamento subiu 12,9%, para R$ 65,5 milhões, enquanto a receita do braço de varejo (Iguatemi 365 e I-Retail) apresentou alta de 32,6%, para R$ 62,3 milhões, na mesma base de comparação.

A companhia reportou despesas administrativas de R$ 41,8 milhões ao final de dezembro, crescimento de 35,3%. A alavancagem (dívida líquida/Ebitda ajustado) encerrou o trimestre em 1,84 vez, já considerando a saída de caixa com o Riosul.

Com os resultados, a companhia ficou dentro das metas divulgadas para 2024. "Foi um ano muito bom", afirmou o vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Iguatemi, Guido Oliveira. "As vendas foram muito fortes, o que mostra a boa performance dos nossos lojistas", disse.

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Desempenho operacional

As vendas totais nos shoppings da Iguatemi foram de R$ 7 bilhões no quarto trimestre de 2024, aumento de 19,2% na comparação com o mesmo período de 2023. As vendas nas mesmas lojas no quarto trimestre cresceram 9,5%.

A companhia ressaltou ainda que o movimento nos shoppings "seguiu forte" neste começo de ano. Em janeiro, as vendas totais subiram 18,1% em relação ao mesmo mês de 2024, já abrangendo os números do recém-adquirido Riosul. Considerando os mesmos shoppings, a alta em janeiro foi de 10%.

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A companhia afirmou também que o "patamar robusto" de vendas e a "melhora do mix de lojistas" levaram a um crescimento de 9,5% no valor dos novos contratos de aluguel - indicador conhecido por leasing spread.

Estes movimentos, conforme a empresa, contribuíram para o crescimento de aluguéis nas mesmas lojas em 7,6% no quarto trimestre. O valor corresponde a um crescimento real de 5,9 p.p.

A taxa de ocupação dos shoppings chegou a 97,7% no quarto trimestre, superando a indicação da companhia, que era de 97%. O custo de ocupação dos lojistas ficou em 10,5% no quarto trimestre, recuo de 0,4 p.p. em um ano.

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Já a inadimplência dos lojistas ficou negativa em 3%. Isso acontece quando a empresa recupera valores atrasados.

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