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Ibovespa vai a inéditos 160 mil pontos à espera de queda de juro dos EUA e de olho em político

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O Ibovespa renovou na manhã desta terça-feira, 2, máxima histórica e tocou o nível dos 160 mil pontos pela primeira vez na sua história, puxado principalmente pelas blue chips e na expectativa de abertura positiva das bolsas de Nova York. Nesta reta final do ano, os investidores mantêm concentração na política monetária brasileira e americana, em meio a decisões sobre juros neste mês, em dia de agenda esvaziada internacionalmente.

Os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) estão em período de silêncio que precede sua próxima decisão de juros, marcada para quarta-feira que vem, no mesmo dia da definição do Comitê de Política Monetária (Copom).

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Além da aposta de queda dos juros nos Estados Unidos na semana que vem e manutenção da Selic em 15% ao ano, mas início do recuo em 2026, há o fator político, como destaca Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos.

Ele refere-se à pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, mostrando que a desaprovação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a superar a aprovação.

Segundo Cima, havia uma certa apreensão no mercado dada a recuperação da popularidade de Lula em levantamentos passados e alguma desarticulação da direita. "O governo vinha ganhando terreno e agora uma reeleição pode ficar um pouco mais incerta", diz o analista da Manchester, sugerindo que o mercado é favorável a uma mudança presidencial que foque em alteração, melhoria do quadro fiscal.

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O clima de otimismo é quase generalizado. De 82 ações, três caíam por volta das 11 horas: Marfrig (-0,54%), TIM (-0,53%) e Fleury (-0,31%). Apesar da queda do petróleo, os papéis ligados ao setor sobem. Já o minério de ferro fechou com alta de 0,50% em Dalian. Além disso, investidores avaliam dados da Vale divulgados hoje durante do Vale Day, em Londres.

Por exemplo, a mineradora informou deve investir entre US$ 5,5 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026 e cerca de US$ 6 bilhões em 2027. Até o fim deste ano, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a mineradora deve aportar US$ 5,5 bilhões.

Ainda, o mercado se debruça na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção industrial cresceu 0,1% em outubro ante setembro, ficando abaixo da mediana de alta de 0,3%. Na comparação com outubro de 2024, subiu 0,8%, acima da mediana de 0,2%. Os juros futuros iniciaram a sessão com viés de baixa, assim como o dólar ante o real.

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Temas fiscais também têm retornado ao foco, de olho no ano eleitoral de 2026 e nas relações conturbadas entre Executivo e Legislativo, menciona o economista sênior da Tendências Silvio Campos Neto.

"O Ibovespa apenas aparou ganhos, fechando o dia aos 158,6 mil pontos. A curva lidou ontem com as pressões dos yields externos, mas declarações um pouco mais comedidas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ajudaram a conter os avanços. Ainda assim, persistem as dúvidas quanto ao início dos cortes da Selic, entre janeiro e março", completa em nota o sócio da Tendências Consultoria.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,29%, aos 158.611,01 pontos. Às 9h07, o Ibovespa futuro subia 0,425, aos 160.355 pontos. Para o Itaú BBA, a queda de 0,29% do Índice Bovespa (158.611,01 pontos) ontem, não altera o cenário de alta, com espaço para seguir em busca das resistências dos 165 e 180 mil pontos.

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Às 11h15 desta terça, subia 1,17%, aos 160.472,50 pontos, na máxima, ante mínima em 158.611,50 pontos, com variação zero, e abertura em 158.611,74 pontos.

Petrobras tinha alta entre 0,50% (PN) de (0,83%), enquanto papéis de grandes bancos avançam com um pouco mais de força, até 1,44% (Banco do Brasil). Vale subia 0,72%.

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