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Ibovespa tenta subir e defender nível de 132 mil pontos, mas juros, commodities e NY limitam

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A desvalorização das commodities e dos índices de ações no exterior, além do avanço dos juros futuros dificultam o Ibovespa de subir na sessão desta sexta-feira, 21, após ceder na quinta-feira. Há pouco, o principal indicador da B3 retomou a marca dos 132 mil pontos da máxima intradia, mas o movimento é incerto, em meio à agenda esvaziada e ao vencimento de opções sobre ações.

"O quadro geral ainda é bem positivo para a Bolsa, que tenta corrigir os excessos de baixa no final do ano passado em meio à aversão a risco", pontua Felipe Moura, analista da Finacap. Além desse ajuste por alguns vetores como preço baixo, a recente sinalização do Banco Central sob a gestão de Gabriel Galípolo reforça a credibilidade da autarquia, acrescenta. "Galípolo atuou bem na última decisão do Copom Selic passou de 13,25% para 14,25% ao ano, sua atuação foi bem recebida pelo mercado. Foi uma decisão técnica", diz Moura.

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Contudo, no geral, investidores mantêm cautela diante de persistentes incertezas sobre a política tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump. Devido a este temor, as bolsas asiáticas fecharam o pregão em queda e o minério também encerrou em baixa de 0,33% em Dalian.

O petróleo é outro a ceder, após recentes altas embora as ações da Petrobras avancem, enquanto Vale recua. Ainda influencia negativamente o Ibovespa o avanço dos juros futuros em meio ao dólar para cima, no momento de renovada preocupação com o fiscal no Brasil.

A despeito da indefinição do Índice Bovespa, o saldo semanal deve ser positivo. Até as 10h58 acumulava alta de 2,40% no período. Em Nova York, as bolsas caem perto de 1,00%.

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"Ativos de risco recuam com notícias corporativas que elevaram o temor com o futuro desempenho da economia americana. Destaque para o anúncio da piora dos números financeiros do Federal Express, reduziu expectativas de lucro para o ano fiscal de 2025 tida como um termômetro da economia dos EUA", avalia a MCM 4Intelligence.

Na Europa, as bolsas também caem influenciadas por ações de viagem após o fechamento do Aeroporto Heathrow, em Londres, um dos mais movimentados da Europa por causa de um incêndio em uma subestação de energia que interrompeu o fornecimento de eletricidade na região.

Ontem, o Ibovespa fechou com desvalorização de 0,42%, aos 131.954,90 pontos. A queda do Índice Bovespa na véspera veio após seis pregões consecutivos de alta, quando retomou o nível de outubro do ano passado - a faixa dos 132 mil pontos. "É uma zona de resistência. Se romper, pode andar mais. No entanto, isso é dúvida", avalia Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3. "Uma correção é natural."

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No âmbito fiscal, a aprovação do Orçamento de 2025 ontem elevou o quadro cauteloso. No texto, que vai agora a sanção presidencial, há a previsão de um saldo positivo de R$ 15 bilhões nas contas públicas, valor que ignora as projeções de aumento de despesas e menor arrecadação feitas por especialistas e por técnicos do próprio Legislativo, por exemplo.

Às 11h08, o Ibovespa subia 0,21%, aos 132.229,32 pontos, ante elevação de 0,24%, na máxima aos 132.277,43 pontos. Na mínima marcou 131.870,25 pontos (-0,06%), após abrir em 131.941,28 pontos (-0,01%). As principais ações da carteira teórica tinham sinais distintos: Vale caía 0,21% e Petrobras avançava entre 1,08% (PN) e 0,91% (ON).

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