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Ibovespa tem reação moderada em dia de descompressão do petróleo

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O Ibovespa obteve nesta terça-feira, 5, apenas o terceiro ganho nas 13 sessões que sucederam os recordes de 14 de abril, nesta terça em alta de 0,62%, aos 186.753,82 pontos, entre mínima de 185.364,01 e máxima de 187.427,56 na sessão, em que saiu de abertura aos 185.596,67. O giro ficou em R$ 26,2 bilhões. Na semana e no mês, no agregado de duas sessões, o índice recua 0,30%, preservando ganho de 15,91% no ano.

O desempenho positivo desta terça-feira foi assegurado pelas ações do setor financeiro, o de maior peso no Ibovespa. Por outro lado, as principais empresas do índice, Vale e Petrobras, fecharam em baixa, com destaque para a estatal, que cedeu 1,38% na ON e também na PN, enquanto a mineradora recuou 0,34%. Entre os maiores bancos, os ganhos da sessão chegaram a 1,59% em Bradesco PN.

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Na ponta vencedora do Ibovespa, Ambev (+15,30%) após o balanço do primeiro trimestre, à frente de Usiminas (+5,10%), Gerdau (+4,86%) e Metalúrgica Gerdau (+4,16%), as duas últimas nas respectivas máximas da sessão no fechamento. No lado oposto, Braskem (-2,00%), MBRF (-1,94%) e WEG (-1,85%).

A regressão do petróleo na sessão ocorreu a despeito da ausência de sinal de entendimento entre EUA e Irã. Pelo contrário. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou hoje que as exigências são "impossíveis e inalcançáveis" e criticou a combinação de pressão militar com expectativa de negociação.

Em conversa telefônica com o primeiro-ministro designado do Iraque, Ali Faleh al-Zaidi, o líder iraniano disse que "o diálogo é possível se for conduzido de forma lógica", mas alertou que "ameaças e intimidação não levarão a lugar algum".

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Por sua vez, em conversa com jornalistas na Casa Branca, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse hoje considerar que o aumento de custo dos combustíveis é um preço pequeno pelo conflito no Oriente Médio. Ele acrescentou que a atual situação no Estreito de Ormuz leva países a comprarem petróleo dos EUA, e reiterou que o Irã busca um acordo. "Se o Irã não chegar a um acordo, eles serão eliminados rapidamente", reiterou.

Ainda assim, as sinalizações de que o governo Trump pretende manter o cessar-fogo com o Irã contribuiu para reduzir os receios sobre o conflito no Oriente Médio e para pressionar abaixo os preços do petróleo nesta terça-feira. A commodity, porém, continua acima dos US$ 100 o barril. O petróleo WTI para junho, negociado em Nova York, fechou em queda de 3,90% (US$ 4,15), a US$ 102,27 o barril. E o Brent para julho, em Londres, caiu 3,99% (US$ 4,57), a US$ 109,87 o barril.

As empresas de navegação avaliam que ainda não há condições seguras para retomar o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz, apesar da iniciativa dos Estados Unidos de criar um corredor marítimo protegido na região. Até agora, apenas duas embarcações civis - ambas navios mercantes com bandeira americana - atravessaram o estreito sob o chamado "Projeto Liberdade", segundo autoridades dos EUA.

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"Os desdobramentos da guerra continuarão sendo fundamentais para os mercados financeiros nesta semana, e as moedas não serão exceção. Até o momento, o cessar-fogo está sendo abalado por tentativas dos EUA de romper o bloqueio de Ormuz e pela retaliação iraniana", diz Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury. Nos EUA, acrescenta Ryan, haverá uma série de indicadores importantes sobre o mercado de trabalho em abril, nesta semana, culminando com o relatório oficial de emprego, o payroll, na sexta-feira.

Para Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital, a recuperação pontual do Ibovespa na sessão reflete uma redução, que precisa ainda se mostrar duradoura, com relação ao efeito do petróleo sobre a inflação. Na sessão, a relativa "melhora de humor dos mercados" ocorre em meio a um cenário ainda conflagrado, "diante das tensões externas envolvendo o Estreito de Ormuz, que permanece fechado há cerca de dois meses, gerando incertezas relevantes".

"O dia foi marcado por uma tentativa de alívio nos mercados, mesmo com a guerra ainda no centro das atenções", diz Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, destacando na agenda doméstica a ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pela manhã. "A ata do Copom reforçou a cautela com a inflação, mas manteve aberta a possibilidade de novos cortes na Selic, contribuindo para a queda dos juros futuros. O dólar também perdeu força frente ao real, em pregão de maior busca por risco", acrescenta.

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