Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Ibovespa tem leve queda no 1º pregão do semestre e mercado aguarda payroll

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ibovespa chegou a tocar os 172 mil pontos no início da tarde, em leve alta, mas logo voltou a operar no negativo, fechando com um recuo de 0,20%, aos 171.688,61 pontos. Analistas de renda variável mencionam que há poucos gatilhos internos que justifiquem um movimento mais firme do índice, que operou volátil inclusive por ser o primeiro pregão do segundo semestre - portanto, dia de mudança nas alocações.

Enquanto algumas casas mencionam otimismo com o valuation das ações abaixo da média histórica e de pares emergentes, outras destacam que a taxa de juros real segue elevada e o risco político-fiscal deve se acentuar com a proximidade das eleições. No curto prazo, investidores mencionam o payroll, que será divulgado na quinta, como um bom direcionador para o que deve acontecer com os juros dos Estados Unidos, o que pode influenciar a política monetária brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Nesta quarta-feira, 1º, tanto Christine Lagarde quanto Kevin Warsh, presidentes do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve (Fed), respectivamente, não deram uma indicação clara sobre o próximo passo envolvendo juros. No cenário doméstico, pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera em um eventual segundo turno, o que gerou certo desconforto por perspectiva de manutenção de um fiscal insuficiente para estabilizar o nível de endividamento do País.

Com o recuo desta quarta, o Ibovespa acumula queda de 0,93% na semana e reduz o ganho do ano para 6,56%. No intradia, o índice chegou a subir 0,04% na máxima por volta das 14 horas, aos 172.098,36 pontos, após mínima aos 169.665,53 pontos (-1,37%) perto da abertura, antes das declarações consideradas mais amenas de Lagarde e Warsh. O giro financeiro somou R$ 21,51 bilhões.

"Temos pouco gatilho interno, e o exterior está em compasso de 'stand by', com o payroll sendo um catalisador da semana e que vai mostrar para o investidor, com mais clareza, o cenário para juros americano", comenta o analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, justificando a volatilidade e a falta de tração do Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos EUA, após o resultado um pouco acima do esperado da criação de vagas na pesquisa ADP do setor privado em junho, o mercado agora fica em compasso de espera pelo payroll.

O especialista Gabriel Cecco, da Valor Investimentos, nota que o presidente do Fed reforçou, durante Fórum de Sintra, a percepção de que a autoridade monetária continuará bem cautelosa antes de reduzir os juros, o que fortaleceu o dólar no mercado internacional e elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro. "O movimento, na regra, acaba diminuindo o apetite por ativos de risco, especialmente em países emergentes como o Brasil", afirma.

Ainda assim, "ao longo do dia, o mercado voltou a se ajustar um pouco, com alguns bancos voltando a melhorar", acrescenta o analista Rafael Passos, da Ajax Asset. Em termos setoriais, bancos fecharam mistos, indo de queda de 0,90% do Banco do Brasil para alta de 0,66% de Itaú PN; Petrobras também, com leve alta de 0,08% na PN e queda de 0,50% da ON, em dia de baixa do petróleo; e Vale subiu 0,12%, apesar do recuo do minério de ferro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Arbetman, da Ativa, o fato desta quarta ser o primeiro pregão do segundo semestre de 2026 induziu maior volatilidade para as ações, com mudanças nas carteiras.

Pela manhã, o investidor também monitorou pesquisa Atlas/Bloomberg que mostrou o presidente Lula com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "O favoritismo está do lado do governo, o que traz perspectivas ruins para a política fiscal e para o endividamento público", segundo o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri.

Mencionando que o custo elevado da dívida aumenta a necessidade de uma consolidação fiscal para estabilizar o nível de endividamento do País, a Moody's reiterou o rating Ba1 do Brasil, com perspectiva estável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório desta quarta, a Capital Economics também mencionou a probabilidade de que a eleição de outubro não traga políticas mais favoráveis ao mercado. Isso, junto com a avaliação de que os preços das commodities devem recuar, faz com que a consultoria britânica projete um Ibovespa com desempenho inferior a outros índices de ações emergentes em 2026.

Já o Goldman Sachs mencionou que as ações brasileiras estão sendo negociadas a um múltiplo preço/lucro (P/L) de 8 vezes, barato em relação às taxas de juros de longo prazo e na comparação com ciclos de afrouxamento monetário anteriores. Assim, diz que "o Brasil continua sendo o mercado de ações preferido na América Latina".

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV