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Ibovespa tem alta firme e vai a 188 mil pontos, à espera de pesquisa eleitoral

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O Ibovespa avança, especialmente devido à mudança de sinal das ações de bancos. Além disso, papéis do setor de petróleo, como Petrobras avançam em reflexo à valorização da commodity. A alta ocorre apesar do recuo das bolsas em Nova York e europeias, diante do crescimento das preocupações com a inflação e os juros globais. Aqui, investidores aguardam a pesquisa AtlasIntel, que sairá à tarde.

"Polymarket e pesquisas mostrando melhora para Flávio Bolsonaro", diz Bruno Takeo, estrategista da S4 Consultoria, em referência à plataforma de previsão e a levantamentos eleitorais domésticos. "Lá fora, parece que está saindo bastante operação com derivativos apostando em uma alta do EWZ", completa Takeo.

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Há instantes, o Ibovespa voltou a tocar os 188 mil pontos - nível visto em maio -, renovando uma série de máximas intradia, ainda que Vale esteja caindo, mas reduziu o ritmo. Nas mesas de operação, há relatos de novo avanço nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que agrada o mercado financeiro.

"O mercado está muito otimista com a possibilidade de Flávio assumir a liderança nas pesquisas", diz Felipe Sant'Anna, especialista em ações da Axia Investing.

Mais cedo, o Índice Bovespa recuou 0,55%, aos 184.601,20 pontos, ante abertura estável em 185.622,19 pontos.

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Segundo Fernando Siqueira, head de Research da Eleven Financial, a ausência de novidades manteve o indicador com recuo moderado mais cedo, que espera novidades, especialmente a respeito do pleito eleitoral.

"Subiu muito, diante da chance de vitória de Flávio ou de outro candidato a presidente que não seja o Lula e isso ajuda", afirma a fonte.

De acordo com Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, a indicação de um novo nome para a Presidência que não seja o petista tem animado os mercados. "Existe pressão por conta do fiscal. Todos os candidatos têm falado muito em melhoria fiscal, enquanto o governo Lula está em descrédito", diz.

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No exterior, o petróleo segue em alta e mantém os agentes atentos ao quadro inflacionário e de juros no mundo.

Ainda, foram divulgadas a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a inflação no atacado nos Estados Unidos, à vésperas das decisões sobre juros pelo Federal Reserve (Fed), na quarta-feira que vem. No mesmo dia, haverá a definição da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que deve reduzir a taxa de 14% para 13,75% ao ano. As divulgações ficaram em segundo plano.

Já o Banco Central Europeu elevou os juros conforme o esperado, em dia de alta forte do petróleo para cerca de US$ 105 (Brent) e US$ 100 (WTI).

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A disputa eleitoral e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) seguem no radar. À tarde, sai a pesquisa AtlasIntel de intenção de voto para presidente da República. Nesta manhã, a Polícia Federal deflagrou uma operação de busca e apreensão para apurar a destinação de emendas parlamentares ao financiamento do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Às 12h16, o Ibovespa subia 1,5%, aos 188.422,42 pontos, ante alta de 1,55% na máxima da sessão, aos 188.512,10 pontos.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,93%, aos 185.629,04 pontos. Em Dalian, o minério de ferro caiu 0,95%, a US$ 108,92 por tonelada.

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