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Ibovespa tem 2º dia de correção, em baixa de 0,46%, de volta aos 196,8 mil

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O Ibovespa seguiu em correção moderada pela segunda sessão, lutando nesta quinta-feira, 16, ao menos pelo nível de 197 mil pontos, sem conseguir defendê-lo no fechamento, em baixa de 0,46%, aos 196.818,59. Assim, afasta-se um pouco mais do recorde de encerramento de 14 de abril, então aos 198,6 mil, permanecendo a cerca de 1,8 mil pontos daquele patamar. Na mínima desta quinta, o índice da B3 foi aos 196.353,98 pontos, saindo de abertura a 197.737,89 pontos e alcançando, na máxima da sessão, os 198.586,57 pontos. Após o vencimento de opções na quarta, quando chegou a R$ 81 bilhões, o giro ficou em R$ 30,6 bilhões. Na semana, o Ibovespa cai 0,26%, mas ainda sustenta alta de quase 5% (4,99%) no mês, avançando 22,15% no ano.

No exterior, os mercados tiveram reação neutra ao anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias a partir desta quinta. A suspensão dos ataques no Líbano era condição imposta pelo Irã para negociar o fim da guerra no Oriente Médio. Trump afirmou que o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concordaram em iniciar formalmente um cessar-fogo de 10 dias, às 18h (de Brasília), para alcançar a paz entre os países. Em postagem na Truth Social, o republicano disse que teve "excelentes conversas" com os líderes.

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Em Nova York, os principais índices de ações fecharam em altas de 0,24% (Dow Jones), 0,26% (S&P 500) e 0,36% (Nasdaq), em dia de avanço nos rendimentos dos Treasuries, acompanhado, no Brasil, pela curva do DI. Tanto o amplo S&P 500 como o tecnológico Nasdaq renovaram máximas de fechamento.

No Brasil, o dólar à vista encerrou a sessão quase estável (+0,01%), ainda na casa de R$ 4,99. E, em Nova York e Londres, os contratos futuros de petróleo mais líquidos do WTI e do Brent tiveram alta de 3,72% e de 4,7%, respectivamente, o que deu impulso à recuperação das ações de Petrobras na sessão, em avanço de 4,19% na ON e de 3,58% na PN. Vale ON, por outro lado, cedeu 1,13%. Entre as demais blue chips, o desempenho foi misto nos maiores bancos, com variações entre -0,7% (Santander Unit) e +0,7% (Bradesco ON) entre as principais instituições.

"Na contramão de Nova York, tivemos o prosseguimento de uma correção natural após uma sequência muito longa de altas", resume Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. A de hoje foi apenas a segunda perda diária deste mês de abril, que interrompeu na quarta uma sequência de 11 altas - nas cinco últimas em níveis recordes - iniciada ainda em 30 de março.

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Nos principais índices de ações da Europa, o fechamento também foi sem direção única, em sessão marcada por cautela decorrente de sinais ainda mistos sobre o conflito no Oriente Médio e quanto aos respectivos desdobramentos para energia e inflação. O noticiário sobre possíveis avanços diplomáticos entre EUA e Irã trouxe algum alívio ao sentimento do investidor, mas a fragilidade do cessar-fogo e os riscos à oferta de petróleo continuaram a limitar o apetite por risco.

No mercado da commodity, o avanço nos preços nesta quinta-feira decorreu da falta de sinais concretos de avanço nas negociações entre EUA e Irã e do aumento do ceticismo em relação às declarações do presidente Donald Trump, de que o conflito se encerraria em breve. Neste contexto, na ponta ganhadora da sessão na B3, além das duas ações de Petrobras, destaque também para outro nome do setor de energia, Prio (+1,68%), à frente de Braskem (+1,30%). No lado oposto, Assaí (-8,66%), Lojas Renner (-3,53%) e RD Saúde (-3,37%).

Na agenda doméstica pela manhã, o IBC-Br, considerado uma "proxy" do PIB, trouxe avanço mensal de 0,6%, acima do esperado para fevereiro, puxada principalmente pelo desempenho da indústria, em alta de 0,2%, ressalta Patricia Krause, economista-chefe para América Latina da Coface. "Embora acima do esperado, veio em linha com a expectativa de que o primeiro trimestre do ano será o mais forte, com perda de dinamismo gradual para a atividade", diz.

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Em outro destaque do dia, o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos e de Política Econômica do Banco Central, Paulo Picchetti, disse que a autoridade monetária segue sem qualquer guidance para a próxima decisão sobre o nível da Selic, que acontecerá no final deste mês.

Durante participação em painel no Itaú Latam Day, em Washington, DC, Picchetti destacou que o guidance só é bem vindo quando há um nível de confiança forte o suficiente em relação ao cenário econômico, o que não é o caso, sobretudo por conta do conflito no Oriente Médio. "Para nós, o custo em termos de credibilidade de sinalizar algo que, na prática, acabamos não cumprindo é muito alto. E, claro, isso cria esse tipo de ansiedade, que não é só para vocês; é para nós também", disse Picchetti, conforme relato dos jornalistas Daniel Tozzi e Célia Froufe, da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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