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Ibovespa sobe mais de 1% para nível de 172 mil pontos com NY e IPCA-15 menor que previsto

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O Ibovespa avança na manhã desta quinta-feira, 28, acompanhando a alta da maioria dos índices das Bolsas em Nova York e com investidores digerindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA -15), principalmente. Além disso, avalia o Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central brasileiro e o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) referente a maio dos Estados Unidos.

Após recuar mais cedo, o petróleo passou a subir por volta das 11 horas, estimulando as ações do setor e, consequentemente, o Ibovespa.

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"O cenário desta manhã combina alívio nos mercados de tecnologia e energia com desafios estruturais ainda em evolução", escreve em nota o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez.

Para Gabriel Felix, especialista de alocação da Blue3 Investimentos, o mercado entrou em uma nova fase. Segundo ele, o conflito no Oriente Médio vem perdendo protagonismo e o foco retorna ao que normalmente define o preço dos ativos - inflação, juros e crescimento.

Aqui no Brasil, o mercado busca sinais que deem uma direção claro sobre a condução da Selic no Relatório de Política Monetária, após as leituras contraditórias de analistas do comunicado e da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) informados recentemente. Também acompanha falas do diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, e do presidente Gabriel Galípolo sobre o RPM.

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A cúpula do Banco Central explicitou que passou a considerar as ações fiscais e de crédito anunciadas recentemente pelo governo federal como um risco altista para a inflação, pelo seu potencial de estimular a demanda agregada.

Na ata, o BC havia reconhecido explicitamente que o seu balanço de riscos para a inflação passou a ter uma "assimetria altista" - isto é, que os riscos de o IPCA ficar acima do esperado pelo colegiado são maiores que os riscos de a taxa ficar abaixo.

Em relação às projeções, o BC espera que o IPCA acumulado em 12 meses continue acima do centro da meta, de 3%, até pelo menos o quarto trimestre de 2028 - o último período disponível. No cenário de referência, a inflação em 12 meses fecha o segundo trimestre em 4,8%, permanecendo nesse nível de 4,8% no terceiro e encerra 2026 em 5,2%.

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Já o IPCA-15 desacelerou alta a 0,41% em junho, após 0,62% em maio, acumulando 4,80% em 12 meses. Os dados vieram aquém das medianas de 0,44% e de 4,83%. Ainda houve alívio nas medidas de núcleos e no difusão do IPCA-15.

Para o Itaú Unibanco, o IPCA-15 de junho, divulgado nesta quinta, tem um qualitativo mais benigno do que o esperado. "Para o ano, mantemos a projeção de inflação em 5,4%, mas a resolução do conflito e a estabilização dos preços do petróleo em patamares mais baixos deslocam o balanço de riscos para viés levemente baixista", diz a economista do Itaú Luciana Rabelo.

Quanto às commodities, o minério de ferro caiu 1,08% em Dalian. Apesar da queda, as ações da Vale miravam alta de 0,10%, às 11h18.

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Às 11h18, o Ibovespa subia 1,02%, aos 172.238,64 pontos, após alta de 1,39%, na máxima em 172.869,85 pontos, e ante mínima de abertura em 170.507,92 pontos, estável. Petrobrás PN avançava 0,29% e ON cedia 0,37%. Ações de bancos e algumas mais sensíveis ao ciclo subiam, em meio ao recuo dos juros futuros. Itaú e Yduqs, pela ordem, por exemplo, tinham altas de 2,32% e de 3,53%.

Na quarta, o Ibovespa fechou em baixa de 0,44%, aos 170.506,66 pontos.

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