Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Ibovespa sobe e mira os 120 mil pontos, por previsão de corte de juro nos EUA e com Petrobras

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O viés de alta da maioria das bolsas em Nova York e a elevação do petróleo e do minério de ferro estimulam o Ibovespa nesta terça-feira, 18, após a Bolsa ter fechado a segunda-feira em queda de 0,44%, aos 119.137,86 pontos. Além do exterior, as ações da Petrobras garantem o movimento para cima do Índice Bovespa, após o acordo da estatal com a Receita, para encerrar litígios da empresa no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf).

Para alguns analistas, o acordo é bem visto tanto para a empresa quanto para a parte da arrecadação do governo, no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, do ponto de vista fiscal, a notícia não deve alterar a expectativa de déficit primário entre 0,7% e 0,6% do PIB em 2024, mas é positiva para a Petrobras, por ter resolvido o impasse.

Após cair 0,22%, na mínima aos 118.872,22 pontos, o principal indicador da B3 adotou tendência de alta, em meio a possibilidades renovadas de cortes nas taxas de juros dos Estados Unidos neste ano.

O mercado manteve probabilidade majoritária de início dos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em setembro, ampliando margem de diferença em relação a chance de manutenção dos juros, conforme ferramenta de monitoramento do CME Group. O movimento ocorre após a divulgação de dados divergentes de varejo e indústria nos EUA em maio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Aqui, segue o exterior, diante da melhora de percepção em relação a recuo dos juros americanos", diz Bruno Takeo, analista da Ouro Preto Investimentos.

Apesar da alta, o movimento hoje não indica ser tendência. Isso porque persistem os problemas fiscais no Brasil.

Após reunião ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a equipe econômica avalia conduzir a agenda de revisão de gastos por "dois corredores": um de curto prazo, para medidas com efeito imediato, que não dependam de negociação com o Congresso, e outro para ações um pouco mais estruturantes, de longo prazo, ou que precisem de aval do Legislativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, a agenda de indicadores está esvazia e os investidores adotam certo compasso de espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) amanhã. A expectativa majoritária é que a taxa Selic seja mantida em 10,50% ao ano e o Banco Central sinalize fim do ciclo de baixa. Contudo, gera expectativa a votação dos diretores do Copom, depois dos votos divergentes do encontro passado, perto do fim do mandado do presidente Roberto Campos Neto.

Aliás, nesta manhã o presidente Lula foi taxativo em novas críticas a Campos Neto. À Rádio CBN, disse que a economia do País está indo muito bem e vai fechar o ano com bons resultados. Contudo, afirmou que há uma coisa desajustada no Brasil: "o comportamento do Banco Central". Segundo ele, o presidente do BC não demonstra "nenhuma capacidade de autonomia, tem lado político e trabalha muito mais para prejudicar do que para ajudar o País."

Para o economista Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil, a entrevista não trouxe novidades. "Nada mudou em relação ao que ele tem feito nos últimos tempos e a carga contra o Roberto Campos Neto foi absurda", observa. "Joga para a plateia, é sempre assim, não mudou."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além das críticas ao presidente do BC, Lula disse estar disposto a discutir sobre desoneração da folha de pagamentos com empresários, voltando a afirmar que a obrigatoriedade de apresentar alternativa de compensação não é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. "Fez dura crítica a empresários, ao dizer que não faz sentido dar benefício e não ter contrapartida, indicando que poderá revisar alguns benefícios, o que seria bem visto", avalia o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

Para Costa, da Monte Bravo, as falas de Lula foram inconclusivas no sentido de indicar onde o governo fará corte de gastos. Segundo o economista, por mais que o presidente sinalize disposição a ouvir, mantém discursos anteriores de que não pretende diminuir despesas em áreas sociais. "Foi algo mais em defesa do governo", avalia.

Às 11h28, o Ibovespa subia 0,35%, aos 119.554,69 pontos, depois de tocar máxima de 120.108,98 pontos, em alta de 0,82%. Petrobras avançava entre 1,84% (PN) e 1,75% (ON). Vale, por sua vez, tinha elevação de 0,60%. Papéis de grandes bancos também avançavam, com exceção de Banco do Brasil ON (-0,64%). Destaque para CSN ON, que subia 11,50%, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatar recurso da CSN em disputa bilionária com o grupo Ternium.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV