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Ibovespa sobe com IPCA-15 abaixo do previsto e reforça apostas de novo corte da Selic

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O Ibovespa sobe na manhã desta terça-feira, 28, reagindo ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) menor do que o previsto e acompanhando a alta do índice Dow Jones, em Nova York. Apesar da queda do petróleo, as ações da Petrobras sobem, reforçando o ambiente positivo na B3. Investidores esperam a divulgação do relatório de produção e vendas do segundo trimestre da estatal, que sairá após o fechamento da B3. Já Vale recua, em meio ao declino do minério de ferro.

Além de Petrobras, papéis mais sensíveis ao ciclo econômico avançam. Conforme Vinicius Prado, economista-chefe da MA7 Capital, o resultado aquém do previsto do IPCA-15 de julho estimula ações de algumas varejistas, do setor de construção e de bancos. "O Ibovespa abriu no zero a zero e logo disparou", diz. O índice abriu na mínima em 175.326,40 pontos e logo avançou para 178.538,64 pontos (+1,83%).

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Nesta terça, o petróleo amplia queda das duas últimas sessões com a trégua entre EUA e Irã estimulando esforços diplomáticos. A despeito do recuo, o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros norte-americanos no intervalo de 3,50% a 3,75%, na decisão de quarta-feira, 29, e eventualmente sugerir alta em algum momento em 2026. Isso porque, segundo analistas, os riscos geopolíticos persistem, elevando preocupações com a oferta global de petróleo.

O IPCA-15 desacelerou o ritmo de alta para 0,06%, após 0,41%. O resultado ficou abaixo do piso das expectativas na pesquisa Projeções Broadcast, de 0,17%. Em 12 meses, acumula alta de 4,52%, perto do teto da meta de 4,50%. "A primeira notícia que impulsiona é o IPCA-15, que veio abaixo do esperado. Ajuda a calibrar as apostas para a decisão do Copom, de cortar a taxa Selic agora em agosto", diz Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos.

Além disso, Minotto cita como positivo a trégua no conflito entre EUA e Irã, o que joga o petróleo para o negativo. "Corrobora também com a ideia de uma inflação mais baixa à frente", afirma.

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Apesar de o IPCA-15 de julho ter vindo abaixo do esperado e abrir espaço para um novo corte de 0,25 ponto porcentual na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira que vem, para 14%, Prado, da MA7 Capital, diz que o cenário global incerto exige cautela. Segundo ele, o Ibovespa tem operado com muita sensibilidade, reagindo a fatores pontuais, diante de incertezas como as geopolíticas.

Se de um lado a queda do petróleo traz riscos de baixa para a inflação, pode afugentar um pouco o capital estrangeiro das ações da Petrobras. "Pode ser que esse dinheiro volte para lá exterior", estima o economista-chefe da MA7 Capital.

Na segunda-feira, 27, o Ibovespa fechou em alta de 0,74%, aos 175.334,46 pontos. O minério de ferro fechou em queda de 0,2% nesta terça, em Dalian, na China. Às 11h49 desta terça, o petróleo Brent cedia 2,19%, para US$ 83,99. O Índice Bovespa subia 1,11%, aos 177.374,25 pontos. A maior alta era Vamos (5,05%) e a maior queda era TIM (-5,91%), após divulgar balanços.

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