Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Ibovespa sobe com exterior, mas temor fiscal do Brasil limita ganhos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O bom humor internacional estimula alta do Ibovespa, que tenta apagar as quedas nos dois últimos pregões. Só ontem, despencou 3,35%, aos 109.775,46 pontos, em reação a novos sinais desfavoráveis do novo governo sobre o fiscal. Com isso, caminha para fechar a semana em queda, depois de subir na passada. Até agora, o recuo semanal é de cerca de 6%.

Em meio à espera por um nome que componha o Ministério da Fazenda na nova gestão, segue o impasse na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que pode ser divulgada hoje. O que dá certo alento são alguns balanços de empresa e a notícia de alívio de medidas restritivas contra a covid-19 na China. O minério de ferro subiu em torno de 5% por lá e impulsiona as ações do segmento no índice Bovespa e de outras exportadoras, em dia de dólar cedendo ante o real para uma marca aquém de R$ 5,30.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Contudo, crescentes temores fiscais preocupam. Os papéis da Petrobras, por exemplo, têm instabilidade, e não conseguem seguir a valorização de cerca de 3% do petróleo no exterior, em meio a incertezas politicas no Brasil.

"A alta em ações de exportadoras ajuda, tem o real subindo, o minério por conta da China reabertura, mas o ambiente local ainda está muito dominado pelo político incertezas", avalia Rodrigo Jolig, CIO da Alphatree.

Conforme Jolig, se as sinalizações do novo governo forem confirmadas, o Brasil pode caminhar para uma situação semelhante à do Reino Unido, quando Liz Truss assumiu em outubro o cargo de primeira-ministra do país, adotando redução de impostos. Contudo, logo depois foi destituída.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Tinha-se uma esperança de que o novo governo ia ser mais moderado, mas os nomes da transição não sugerem isso. Há economistas diversos e o mercado começa a suspeitar o que virá, em meio à tramitação da PEC que querem passar. É possível traçar um paralelo com a Inglaterra", avalia CIO da Alphatree.

Ontem, o relator-geral do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI) disse que a equipe da transição trabalha com a ideia de retirar todo o Bolsa Família do teto de gastos "para sempre" na PEC. A previsão é de que o programa turbinado com um bônus de R$ 150 por criança de até seis anos custe R$ 175 bilhões em 2023.

E lideranças do Centrão se movimentam no Congresso para incluir na PEC uma flexibilização para liberar até o fim do ano R$ 7,9 bilhões de emendas do orçamento secreto que estão hoje bloqueadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Será difícil alterar a percepção negativa do mercado após as sinalizações de ontem, sendo que há também o temor quanto ao posicionamento de Pérsio Arida, único membro defensor de políticas ortodoxas presente nas equipes de economia e planejamento. Eventual saída dele agravaria o estresse", avalia o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, em nota.

Entre os papéis que buscam recuperação estão alguns do setor financeiro. Ontem, o Itaú informou divulgou lucro líquido gerencial de R$ 8,079 bilhões no terceiro trimestre deste ano, uma alta de 19,2% ante o mesmo período do ano passado e em linha com a estimativa do Prévias Broadcast.

Às 11h15, o Ibovespa subia 0,89%, aos 110,747,61 pontos, após alta de 1,43%, aos 111.348,55 pontos (máxima). Petrobras caía 0,54% (PN) e 0,27%), enquanto Vale avançava 4,29% e CSN ON, quase 7%. Itaú Unibanco perdia 2,24%. Já Bradesco subia 2,28% (PN) e 1,17% (ON). Unit de Santander tinha alta de 1,42% e Banco do Brasil, de 0,06%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV