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Ibovespa sobe 2,4% amparado por fluxo externo, na contramão de NY

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O Ibovespa fechou em alta firme, acima dos 177 mil pontos, impulsionado pelos ganhos das blue chips, Vale, Petrobras e setor financeiro, por sua vez alimentado pelo retorno do fluxo estrangeiro. Desse modo, o índice voltou a fechar no azul após cinco sessões em queda, descolado da fraqueza das bolsas americanas e da abertura da curva de juros, com valorização em 2026 já nos 10%.

O índice da B3 saltou mais de 4 mil pontos nesta quarta-feira, 22, percorrendo a sessão sempre no campo positivo, com mínima estável, aos 177.461 pontos. Na primeira etapa o desempenho de Petrobras, em função do avanço do petróleo, e da Vale ON já chamavam a atenção. No caso da mineradora, o salto refletiu o relatório de produção divulgado ontem após o fechamento, e a eleição do Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, para presidente do colegiado na assembleia geral extraordinária (AGE). Vale ON fechou em alta de 3,96%.

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Para Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, a sequência de quedas acumuladas pela Bolsa deixou espaço para o investidor entrar, aproveitando o cenário um pouco mais calmo, ainda que não necessariamente tão favorável. "Temos de certa forma o investidor local e estrangeiro procurando pechinchas, depois de quedas tão relevantes", afirma, destacando que as novidades são do lado corporativo.

Além de Vale, outro destaque do dia foi Weg ON (+10,05%), que liderou com folga a lista das maiores altas do Ibovespa, uma vez considerados "sólidos" os números do balanço divulgado antes da abertura. Além de Weg ON, figuraram entre as maiores altas ainda CSN ON (+6,32%), Braskem PNA (+6,30%) e MBRF ON (+6,09%).

"O caso da Weg já antecipou um pouco o que vai ser a temporada de resultados. Vai ser uma temporada espetacular? Não. Mas vai mostrar que as empresas estão saudáveis e o mercado vai ter que voltar a corrigir um pouco desses descontos", avalia Saravalle.

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Petrobras PN subiu 2,21% e a ON, +2,39%, refletindo os ganhos em torno de 3% das cotações do petróleo que levaram o Brent a US$ 94. O avanço ainda reflete o risco de interrupção no fluxo de navios nos Estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb, elevado pelas ameaças de parte a parte entre EUA e Irã.

O sócio da Valor Investimentos Daniel Teles diz que o mercado se comportou bem apesar da entrada em vigor da tarifa de 25% aplicada a alguns produtos brasileiros pelos EUA, que, ao que parece, estava precificada. "Vale reportando produção acima do trimestre anterior, o melhor resultado pro mesmo período desde 2018, ajudou. Preço do petróleo subindo faz com que Petrobras também avance. Petro e Vale subindo na magnitude de 3% acaba puxando o índice", afirma. "A conjuntura disso tudo está atraindo bastante capital externo", acrescentou, destacando ainda o bom desempenho de Weg.

Além das ações ligadas a commodities, o fluxo estrangeiro também chegou ao setor financeiro, que teve avanço expressivo. Itaú Unibanco PN subiu 0,87%, mas Bradesco PN foi além (+2,26%).

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O Ibovespa terminou com 177.547,57 pontos (+2,44%), maior nível desde o último dia 10, quando havia encerrado com 177.866,37 pontos. Na máxima desta quarta, chegou a 177.641,24 pontos (+2,49%). O volume somou R$ 22,57 bilhões. Em julho, o índice avança 3,21% e em 2026, 10,19%.

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