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Ibovespa sobe 1,77%, aos 177,3 mil pontos, com foco global em Ormuz e Nvidia

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Após três sessões no vermelho, o Ibovespa encontrou respiro nesta quarta-feira, 20, em que colheu o maior ganho em porcentual desde 8 de abril. O ânimo decorre de relativa descompressão do cenário geopolítico, ante sinais de reabertura parcial do Estreito de Ormuz e de perspectiva renovada quanto a algum entendimento entre EUA e Irã. O índice ganhou impulso ao longo da tarde e encerrou em alta de 1,77%, aos 177.355,73 pontos, apesar da correção de Petrobras (ON -3,85%, na mínima do dia no fechamento, a R$ 49,68; PN -3,23%), em dia de mergulho de quase 6%, no fim da tarde, nos futuros do Brent e do WTI.

Nesta quarta-feira, o giro foi a R$ 28,1 bilhões. Na semana, o Ibovespa passa ao positivo no intervalo (+0,04%), ainda cedendo 5,32% no mês. No ano, avança 10,07%.

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Na ponta ganhadora na sessão, CSN Mineração (+10,29%), Cury (+8,53%) e Lojas Renner (+7,77%). No lado oposto, além das duas ações de Petrobras, destaque também para SLC Agrícola (-1,61%) e Prio (-1,00%). Entre as blue chips, Vale ON subiu 1,21% e os ganhos entre os maiores bancos chegaram a 2,70%, em Bradesco PN.

"A bolsa subiu hoje, devolvendo parte das perdas expressivas observadas no pregão de ontem. E a grande expectativa do dia gira em torno dos resultados da Nvidia, que funcionam praticamente como um catalisador global e ajudam a sustentar o movimento positivo dos mercados", diz Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital. "Os investidores aguardam com atenção os números trimestrais da gigante dos semicondutores, com expectativa de que a receita avance cerca de 80%, alcançando algo próximo de US$ 80 bilhões. A empresa funciona como um termômetro do apetite por risco, inteligência artificial e tecnologia."

Em Nova York, no fechamento desta quarta-feira, Dow Jones marcava alta de 1,31%, S&P 500, de 1,08%, e Nasdaq, de 1,54%.

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Gass observa também que a ata do Federal Reserve, divulgada no período da tarde, contribuiu para dar fôlego extra ao apetite por risco, impulsionando também o Ibovespa, ao desempenhar o papel de uma espécie de "âncora de curto prazo". "O mercado já precifica uma probabilidade superior a 40% de uma alta de juros pelo Fed em setembro, e parte relevante da curva já incorpora esse cenário. Isso limita uma abertura adicional de prêmio e abre espaço para realização nas taxas mais longas em sessões de menor aversão ao risco e maior estabilidade", explica.

No quadro de fundo, ainda pautado pela geopolítica do petróleo, a percepção de que venha a ocorrer "alguma normalização" da passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz animou os investidores, às voltas com preocupações sobre o efeito da alta da commodity sobre a inflação e os juros globais, destaca Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. "Houve notícias de que algumas embarcações conseguiram atravessar o estreito sem maiores problemas", o que resultou em descompressão nos preços dos contratos futuros em Londres e Nova York, nesta quarta-feira.

No início da tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que está nos "estágios finais" de negociação com o Irã, em comentários a repórteres feitos a caminho de um evento na Associação da Guarda Costeira. Segundo o grupo de imprensa da Casa Branca, Trump também reiterou ameaças a Teerã, caso um acordo não seja alcançado. "Veremos o que acontece. Ou conseguimos um acordo, ou faremos coisas um pouco desagradáveis; espero que não chegue a isso", enfatizou.

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