Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Ibovespa sobe 1,17%, a 109,4 mil pontos, perto de zerar perdas no ano

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Em sessão positiva também em Nova York, onde os ganhos chegaram a 1,28% (Nasdaq) no fechamento do dia, o Ibovespa retomou a trajetória que havia sido interrompida ontem por moderada realização de lucros, vindo então de oito avanços seguidos. Hoje, a referência da B3 oscilou entre 108.188,17 e 109.773,75 pontos, saindo de abertura aos 108.194,11 pontos.

Ao fim, mostrava alta de 1,17%, aos 109.459,95 pontos, com giro financeiro a R$ 39,7 bilhões, relativamente moderado para um dia de vencimento de opções sobre o índice. Na semana, o índice volta a subir (+0,92%), elevando os ganhos do mês a 4,81% - no ano, ainda perde 0,25%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na ponta do Ibovespa - no maior nível desde 16 de fevereiro (109.941,46) -, destaque para as aéreas Azul (+14,89%) e Gol (+9,02%), além de Renner (+9,66%), com o dólar à vista em baixa de 0,17%, a R$ 4,9345, no fechamento. No lado oposto, IRB (-8,40%), Minerva (-2,88%) e CPFL (-2,39%). Entre as blue chips, Petrobras (ON -0,62%; PN -2,43%, terceira maior perda do Ibovespa) devolveu parte dos ganhos do dia anterior, quando o mercado reagiu bem à alteração na política de preços da estatal, que anunciou ontem e efetivou hoje cortes para gasolina , diesel e gás de cozinha.

"Diferentemente de ontem, hoje a Petrobras recuou com os investidores avaliando, com cuidado, a proposta para a política de preços. Algumas casas chamam atenção para possíveis riscos quanto a eventuais prejuízos com a variação dos preços do petróleo. Por outro lado, as aéreas subiram bem: o cenário é de inflação em queda e com o governo atuando para que os preços dos combustíveis caiam, combinação perfeita para o setor", diz Judah Nunes, especialista da Blue3 Investimentos.

Vale ON (+3,31%) também mostrou boa recuperação, assim como o setor metálico (destaque para CSN ON +4,33%), em dia no qual o minério de ferro subiu quase 3% na China (Dalian), vindo de um período de enfraquecimento em meio a resultados piores do que o esperado para indicadores de atividade no país asiático, como os referentes às vendas do varejo e à produção industrial, que acendem o risco de deflação na segunda maior economia do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outra frente, a perspectiva externa é amparada por alguns sinais de que os Estados Unidos estejam mais próximos a uma solução do impasse sobre o teto da dívida pública americana. Hoje, o presidente da Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, disse estar "mais otimista" de que um acordo venha até o fim da semana.

Na B3, além de Vale e do setor metálico, destaque também na sessão para o "movimento comprador" nas ações de varejo, com a leitura acima do esperado para as vendas do setor em março, divulgada pela manhã, observa Stefany Oliveira, head de análise de trade na Toro Investimentos.

Aqui, o recuo observado na curva de juros doméstica tem sido essencial para a retomada do Ibovespa, que saiu dos 102 mil pontos, no dia 4 de maio, para os 109 mil no fechamento da primeira quinzena de maio, e agora busca os 110 mil, um nível ainda "razoável, confortável" para a Bolsa, que tem refletido a expectativa para cortes da Selic à frente, em meio à acomodação de leituras sobre a inflação inclusive em métricas como as dos IGPs, aponta João Piccioni, analista da Empiricus Research.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para seguir adiante, contudo, a tendência é de que o Ibovespa espere por novos sinais de acomodação da inflação, bem como por números de atividade e resultados das empresas, que se coadunem com a expectativa propícia a que os juros, de fato, sejam reduzidos no segundo semestre. "Nos Estados Unidos, embora permaneçam dúvidas quanto ao momento em que os juros começarão a ser cortados por lá, há também acomodação da inflação e a percepção, agora, de que o Federal Reserve conduzirá a um 'soft landing', sem recessão."

De qualquer forma, observa o analista, quando se tem a correlação do momento, com petróleo e dólar em alta no exterior, assim como a taxa de juros dos Treasuries de 10 anos e os índices de bolsa (Dow Jones +1,24%, S&P 500 +1,19% e Nasdaq + 1,28%, hoje), "tudo ao mesmo tempo", a percepção é de "desbalanceamento".

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV