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Ibovespa rompe sequência de quedas e sobe com fluxo global para ativos de risco

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Acompanhando outros ativos de risco, o Ibovespa interrompeu nesta quarta-feira, 19, a maior sequência de quedas em três anos, pautado pelo aumento do fluxo global após a decisão do Tesouro dos Estados Unidos de realizar pelo menos o dobro de recompras de títulos.

O anúncio aumenta a procura por títulos norte-americanos, puxando os preços para cima e as taxas para baixo. Isso estimula, em outra ponta, os investidores globais a procurar outros mercados de maior risco, caso dos emergentes.

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No fim do dia, o Ibovespa se afastou das máximas na faixa dos 170 mil pontos, mas manteve o ritmo positivo, carregado pelas blue chips.

As ações mais líquidas da bolsa, como Petrobras, Vale e o setor bancário, fecharam com altas, impulsionando o índice aos 167.830,27 pontos, avanço de 0,90%, em dia de giro relativamente mais contido, ao redor de R$ 18 bilhões.

"Quando você tem um anúncio como o do Tesouro da maior economia do mundo, onde os títulos estavam garantindo uma rentabilidade acima da média dos últimos anos, isso faz o capital migrar, principalmente para os emergentes", afirma Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos. O EEM, maior ETF ligado a ações emergentes, subiu 1,16% no dia.

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Gustavo Bertotti, head de renda variável da Fami Capital, afirma que a alta do dia está longe de representar uma reversão de tendência. Segundo ele, a continuidade do ambiente geopolítico desfavorável à tomada de risco, com os conflitos inacabados entre EUA e Irã no Oriente Médio, seguem determinantes para o fluxo estrangeiro para mercados mais arriscados.

A renda variável brasileira também continua sujeita ao futuro da política monetária e das decisões econômicas a partir do ano que vem no Brasil, após as eleições. Os especialistas ponderam que o cenário macro segue se deteriorando, com desancoragem das expectativas de inflação, preocupações com a agenda fiscal e com a trajetória de juros.

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