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Ibovespa recua por cautela com guerra, tarifas dos EUA e chance de Selic maior

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A alta do petróleo é insuficiente para estimular o Ibovespa no pregão desta quarta-feira, 3, véspera de feriado no Brasil. As persistentes incertezas sobre as negociações entre Washington e o Irã se somam à proposta dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais a dezenas de parceiros comerciais, incluindo o Brasil.

Ainda, o mercado avalia a produção industrial brasileira relativa a abril, dados de emprego do norte-americano ADP e de atividade de serviços nos EUA, além do Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

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Divulgada nesta quarta, a produção da indústria subiu 0,7% em abril ante março, acima da mediana das expectativas, de 0,5%. Em relação a abril de 2025, houve crescimento de 2,7%, também superior à mediana de 1,9%. Os dados reforçam a cautela com a condução dos juros pelo Banco Central, a poucos dias da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

Ontem, o BTG Pactual se juntou a outras instituições que veem espaço cada vez menor para uma Selic menor ao final do ciclo de quedas. O banco elevou a expectativa para a taxa de juros terminal, de 13,0% para 14,25% em 2026 e de 10,50% para 12,50% em 2027. No cenário base da instituição, o último corte na taxa, de 0,25 ponto porcentual, ocorrerá em junho. Hoje, XP e Barclays foram na mesma direção.

O mercado doméstico ainda repercute a proposta de novo tarifaço de até 12,5% dos EUA ao Brasil, União Europeia e outros 58 países por suposta falha no combate à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Se aplicada, a tarifa ao Brasil se somaria aos 25% já anunciados pelo governo americano ontem, após investigação sobre práticas comerciais brasileiras. A União Europeia afirmou nesta quarta-feira que considera "injustificadas" as novas tarifas propostas pelos americanos.

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Segundo o Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR), a medida busca evitar desvantagem competitiva ao comércio americano e, no pano de fundo, mira em especial as exportações da China.

"Ao mesmo tempo, a queda da curva de juros doméstica - com expectativa de Selic terminal mais baixa - permanece como o principal suporte estrutural para os ativos locais, sustentando valuation e fluxo", diz Alvaro Maia, executivo da Stonex. Por outro lado, afirma Maia, a potencial implementação de tarifas dos EUA contra o Brasil introduz um elemento novo de risco estrutural, ainda não precificado, especialmente relevante para setores exportadores.

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,16%, aos 174.197 pontos. Nesta manhã, o petróleo avança perto de 2%, com o Brent se aproximando de US$ 100 o barril, enquanto o minério de ferro fechou em queda de 0,57% em Dalian.

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Às 11h47 desta quarta, o Ibovespa cedia 1,81%, aos 171.043,60 pontos, após mínima aos 170.998,82 pontos (-1,84%) e abertura estável, na máxima em 174.192,19 pontos.

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