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Ibovespa recua em dia de ajuste, de olho em exterior e eleição no Brasil

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Sem alteração de dinâmica desde a abertura, o Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira, 18, em queda de 0,41%, aos 185.229,17 pontos, acumulando uma perda de 1,06% na semana, pautado por um ajuste de posição dos investidores, que optaram por posições mais defensivas antes do fim de semana. Mesmo assim, o índice acumula ganho de 4,4% no mês, ainda na esteira da confiança dos investidores em uma alternância de poder após as eleições e uma maior austeridade fiscal. No ano, o Ibovespa sobe 15%.

Parte da pressão sobre o índice nesta sexta veio do petróleo, que recuou e pesou sobre a Petrobras. O barril do Brent, referência para a estatal, fechou cotado a US$ 103,87, queda de 0,91%. Com isso, as preferenciais da companhia cederam 0,23%, enquanto as ordinárias, 1,09%.

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Os investidores também digerem o reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado na quinta-feira pelo governo, e o custo fiscal da medida a partir do ano que vem.

"O investidor está ainda calculando quanto isso vai custar para o governo. Existe cautela local com a eleição voltando à pauta, mas muito mais pelo viés fiscal do que pela eleição em si", diz a estrategista de ações da Nomad, Roberta Nossig.

O desempenho do mercado local também guarda relação com o movimento no exterior, menos propenso à tomada de risco, com as bolsas americanas encerrando o dia sem direção única e com movimentos contidos.

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"Tivemos o corte da Selic pelo Copom Comitê de Política Monetária, mas também tivemos uma alta dos juros americanos pelo Federal Reserve, então é natural ver o investidor saindo um pouco de ativos de risco no ajuste", afirma o advisor sênior da Blue3 Investimentos, Gabriel Macarini.

O economista e CEO da Corano Capital, Bruno Corano, cita a eleição apertada, o Bolsa Família e os juros mais altos lá fora como pano de fundo da correção, que bate nos pesos pesados do índice, conforme se viu nas quedas da Vale e dos bancos.

"Vejo a queda de hoje como um sinal de que o investidor está recalibrando preços diante de mais incerteza eleitoral, preocupação fiscal, juros globais menos favoráveis, dólar mais firme e pressão sobre Vale, Petrobras e bancos. É uma sessão de cautela e realização de lucro", diz.

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