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Ibovespa recua após Warsh, do Fed, levar mercado a ajustar expectativa sobre juros dos EUA

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O Ibovespa opera em baixa no início da tarde desta sexta-feira, 28, acompanhando a reação dos mercados globais ao discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh. Ele afirmou ver a economia dos Estados Unidos em crescimento e sinais ainda fracos de convergência da inflação para a meta, o que elevou as apostas em alta dos juros norte-americanos e afastou investidores de ativos de risco, como as ações brasileiras.

"Ele deu todas as pistas, embora não tenha dito com todas as letras, de que vai aumentar os juros", afirmou Marcelo Fonseca, economista da CVPAR. Segundo ele, Warsh reafirmou o compromisso com a meta de inflação e, de forma decisiva, reconheceu que, desde a última reunião, em julho, a inflação apresentou pouco avanço.

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Após o discurso, o mercado passou a precificar 55,7% de chance de alta nos juros dos Estados Unidos em setembro. Na véspera, essa probabilidade era de 35,4%, segundo dados do CME FedWatch.

Por volta das 12h45, o Ibovespa recuava 0,60%, aos 174.084 pontos. A máxima intradiária foi de 176.420 pontos (+0,73%), registrada perto da abertura do pregão, e a mínima, de 174.030 pontos (-0,63%).

Mais cedo, o índice subia e tentava estender a sequência de sete pregões de alta registrada até quinta, 27 - movimento que, segundo Eduardo Carlier, codiretor de investimentos da Azimut Brasil, se relaciona principalmente à mudança de cenário em comparação ao início de agosto, quando o humor com o mercado brasileiro era mais negativo.

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De acordo com Carlier, a Bolsa brasileira viveu em agosto "dois meses em um": primeiro, um período muito adverso, no qual o Ibovespa chegou a acumular queda mensal de quase 7%; depois, uma recuperação que reduziu essas perdas para perto de 1%.

Ele ressalta, porém, que os principais vetores do repique do Ibovespa no curto prazo parecem ser a queda dos preços do petróleo e pesquisas eleitorais indicando uma disputa mais acirrada no segundo turno. A Azimut Brasil, porém, está "muito alocada" em renda fixa e, neste momento, com menor exposição a ações e ativos de risco. "A eleição é muito importante. Estamos conservadores, aguardando definição", concluiu.

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