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Ibovespa opera em queda após payroll reforçar cautela com juros nos EUA

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O Ibovespa abriu em queda e perdeu o nível de 170 mil pontos nesta sexta-feira, 5, repercutindo principalmente os dados do payroll, que mostraram criação de empregos acima do teto das estimativas nos Estados Unidos em maio. O resultado reforçou a percepção de um mercado de trabalho ainda aquecido na maior economia do mundo e levou investidores a reavaliarem as perspectivas para a política monetária americana.

Os EUA criaram 172 mil empregos em maio, bem acima da projeção mais otimista do mercado, de 125 mil vagas. Além disso, o Departamento do Trabalho revisou para cima os dados dos meses anteriores, elevando a criação de empregos em abril de 115 mil para 179 mil vagas e, em março, de 185 mil para 214 mil postos.

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A reação foi imediata nos mercados. Os rendimentos dos Treasuries ganharam força após a divulgação do indicador, assim como os juros futuros no Brasil. O mercado ampliou as apostas em altas de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda em 2026 após a divulgação do payroll de maio, reforçando a percepção de que o banco central americano poderá retomar o aperto monetário no segundo semestre deste ano, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.

Segundo Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, o payroll reforçou a percepção de que o mercado de trabalho americano segue aquecido, o que exige maior cautela do Federal Reserve. Na avaliação dele, o principal desafio para a bolsa continua sendo a reprecificação dos juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Para o analista, sem uma notícia relevante, especialmente relacionada ao Oriente Médio, o mercado tende a permanecer de lado, tentando recuperar parte das perdas recentes.

O mercado brasileiro permaneceu fechado na quinta-feira (4) em razão do Dia de Corpus Christi, o que limitou os ajustes aos movimentos observados no exterior. Antes da divulgação do payroll, o Ibovespa futuro operava em leve alta, refletindo a melhora do apetite por risco vista nas bolsas globais na véspera, após notícias sobre um potencial cessar-fogo entre Israel e Hezbollah.

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A perspectiva de interrupção das hostilidades ajudou a aliviar os preços do petróleo e sustentou o avanço das bolsas internacionais na quinta-feira. Desde então, porém, Israel sinalizou que continuará os ataques ao Líbano, enquanto o Hezbollah afirmou que seguirá resistindo às ofensivas israelenses.

"A paz em todas as frentes era uma condição do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e começar uma negociação de 60 dias sobre o programa nuclear, mas parece que nenhum dos lados beligerantes está interessado", afirmou o Rabobank em relatório, referindo-se à necessidade de interrupção do conflito no Líbano para o avanço das negociações entre Irã e Estados Unidos.

Por volta das 12h, o Ibovespa recuava 0,15%, aos 170.075,21 pontos, após oscilar entre a mínima de 169.321,86 pontos e a máxima de 170.457,37 pontos ao longo da manhã.

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