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Ibovespa: leve busca por risco no exterior e corporativo local inibem realização de lucros

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A alta das bolsas internacionais limita a queda do Ibovespa, após dois pregões seguidos de valorização. Com isso, mira queda na semana (-0,21%), após subir 0,69% na passada. A agenda mais fraca e incertezas relacionadas ao crescimento econômico doméstico reforçam realização, ainda que uma atividade fraca reforce queda da Selic.

Após ceder 0,74%, com mínima aos 118.375,75 pontos, o Índice Bovespa diminuiu a queda, em meio à aceleração moderada das bolsas americanas, após a divulgação de dados dos Estados Unidos.

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Em meio ao noticiário esvaziado e após ganhos recentes do Índice Bovespa, Beto Saadia, economista e sócio da Nomos, avalia que o recuo pode ser visto apenas como um ajuste. "Não é um recuo forte, não diz muito. Não vejo nenhuma história por trás disso, por ora', avalia.

No Brasil, os investidores avaliaram os anúncios de captações de empresas e a queda mais forte das vendas do varejo em maio. Houve queda de 1,00% em maio ante abril. O resultado foi mais negativo do que a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que apontava recuo de 0,2%. O intervalo de previsões ia de declínio de 0,8% a alta de 0,7%.

"Aqui, não tem novidades que façam o Índice Bovespa avançar. O texto da reforma tributária não tem agradado e uma possível queda de 0,25 ponto porcentual na Selic em agosto já estaria precificada. Só se o Banco Central cortar meio ponto estimularia, mas considero difícil", avalia Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

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No exterior, os índices de ações avançam, em meio ao início da temporada de balanços trimestrais nos Estados Unidos com resultados melhores do que o esperado. Além disso, ajuda o fato de o índice de sentimento do consumidor dos Estados Unidos ter avançado de 64,4 em junho a 72,6 na leitura preliminar de julho, informou há pouco a Universidade de Michigan. O resultado surpreendeu analistas, que projetavam avanço menor, a 65,5. Esta é a maior marca registrada pelo indicador desde setembro de 2021.

Além disso, a elevação de 2,54% do minério de ferro em Dalian, na China, estimula alta das ações da Vale na B3, mas moderada. Já o petróleo cai em torno de 1,00%, pesando em Petrobras, cujos papéis subiram ontem.

O Índice Bovespa fechou ontem em alta de 1,36%, aos 119.263,89 pontos, acumulando ganho semanal de 0,31%, diante de renovadas expectativas de apenas mais uma elevação dos juros dos Estados Unidos neste mês. Por lá, grandes bancos como JPMorgan e Wells Fargo, além da UnitedHealth, do setor de saúde, apresentaram balanços com resultados acima do previsto, estimulando apetite moderado ao risco.

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Segundo o economista Álvaro Bandeira, seria importante o Ibovespa retomar a marca dos 120 mil pontos alcançada na máxima intradia do último dia 5 (120.199,87 pontos), a fim de dar consistência ao mercado como um movimento firme de recuperação.

Seguem no radar a reunião entre o presidente Lula e o ministro Fernando Haddad (Fazenda) que, mais cedo, afirmou que no encontro não foi tratado o tema sobre linha branca, e o Desenrola - programa, que neste primeiro momento, permitirá a renegociação de até R$ 50 bilhões de 30 milhões de brasileiros, segundo a Fazenda.

Às 11h28 desta sexta, o Ibovespa caía 0,54%, aos 118.619,76 pontos, após abertura aos 119.268,24 pontos, em alta de 0,05%.

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