Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Ibovespa inicia última semana do mês em alta de 1,36%, a 100,2 mil pontos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Mesmo com a relativa fraqueza vista neste começo de semana no exterior, o forte recuo do dólar e a retração observada também nos juros futuros permitiram que o Ibovespa recuperasse desde mais cedo a linha dos 100 mil pontos, não vista em fechamento desde o último dia 8. Nesta segunda-feira, 25, oscilou entre mínima de 98.925,16, correspondente quase à abertura (98.926,28), e máxima de 100.508,09, para fechar a sessão aos 100.269,85 pontos, em alta de 1,36%.

Apesar de o desempenho dos ativos brasileiros ter refletido hoje percepção um pouco mais favorável sobre o risco doméstico, o giro financeiro na B3, ainda modesto, não deixa esquecer a cautela dos investidores: R$ 18,2 bilhões. No mês, que termina na sexta-feira para os negócios, o Ibovespa sobe 1,75%, cedendo 4,34% em 2022.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

No exterior, o consenso em torno de um aumento de 75 pontos-base, e não mais de 100 pontos-base como chegou a ser precificado pelo mercado para a reunião do Federal Reserve desta quarta-feira (27), não deixa de ser uma boa notícia para emergentes como o Brasil. Ainda assim, as incertezas quanto à inflação global e o ajuste necessário às políticas monetárias das maiores economias continuam a recomendar cautela, apontam analistas.

Na B3, o desempenho desta segunda-feira foi puxado por setores de maior peso e liquidez, como commodities, com Petrobras em alta na casa de 4% e Vale ON, de 1,85%, enquanto os grandes bancos avançaram até 1,78% (Unit do Santander). Na ponta do Ibovespa, destaque também para PetroRio (+4,15%), logo atrás das duas ações de Petrobras, em avanços de 4,32% (ON) e de 4,67% (PN) na sessão. No lado oposto, Pão de Açúcar (-7,04%), IRB (-5,50%) e Petz (-5,07%).

"Amanhã, teremos a divulgação de dados de inflação IPCA-15, que devem repercutir as medidas adotadas pelo governo no combate à inflação, e que hoje parecem ter influenciado os juros futuros, que recuaram por toda a curva. Somam-se a isso alguns resultados importantes de balanços para sair nesta semana, como os de Petrobras e Vale, que podem funcionar como 'drive' adicional à tomada de risco", observa Leandro De Checchi, analista da Clear Corretora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Lá fora, a semana começou de forma negativa na Ásia, ajustando-se ainda ao desempenho de Nova York na sexta-feira. Mas veio uma boa notícia da China, a de que o governo vai colocar um pacote de estímulos a construtoras para que superem o momento complicado. Esse pacote deu algum suporte, depois, aos mercados da Europa, enquanto nos Estados Unidos há também a cautela para a decisão do Federal Reserve nesta semana, bem como o prosseguimento da temporada de resultados trimestrais", diz Leonardo Neves, especialista em renda variável da Blue3.

"Aqui, o Ibovespa conseguiu alta um pouco mais forte, impulsionado por ganhos no petróleo e no minério, o que fez Petrobras e Vale puxarem o índice, além dos grandes bancos", acrescenta.

Nesta última semana de julho, os investidores, além da decisão do Federal Reserve, seguem concentrados em fatores como o "aumento do risco de recessão global, a elevação de juros no mundo desenvolvido e a temporada de resultados das empresas listadas na bolsa americana, bem como o PIB dos Estados Unidos", aponta Antonio Sanches, analista da Rico Investimentos, destacando lá fora a expectativa pelos números de 'big techs' americanas, como Alphabet, Amazon e Apple - aqui, Vale e Petrobras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No cenário macro, "a curva de juros americana tem consolidado a ideia de recessão nos Estados Unidos, pelo menos na cabeça do mercado. O problema é saber se o BC americano acredita nisso e vai agir em conformidade. Está todo mundo esperando agora aumento de 0,75 ponto porcentual na quarta-feira", diz Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master. "A questão também é saber quando haverá um pivô no discurso do Fed, que tem sido 'hawkish'", acrescenta o economista, antevendo a possibilidade de suavização de tom a partir da reunião de setembro, "talvez já com alguns sinais" no encontro desta semana.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV