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Ibovespa fica perto do zero à espera de sinais de paz EUA-Irã

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A expectativa de um acordo de paz em breve entre Estados Unidos e Irã é insuficiente para empolgar as bolsas norte-americanas e consequentemente o Ibovespa nesta sexta-feira, 12. A despeito desses sinais, ainda há elevada incerteza. Paralelamente, a estreia da SpaceX na Nasdaq, nos EUA, após o maior IPO da história, pode tirar recursos da B3.

Depois de abrir estável em 171.497,24 pontos, o Ibovespa subiu 0,61% na máxima aos 172.544,54 pontos, mas o movimento não se sustentou. Chegou a cair 0,88%, na mínima aos 169.992,77 pontos. Às 11 horas, tinha alta de 0,39%, aos 171.163,08 pontos.

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"A leitura é a de que segue lá fora, em meio às notícias de ontem e de hoje do conflito no Oriente Médio. É um pouco do que movimentou os mercados na véspera. Fica de olho nas negociações", diz Pedro Moreira, da One Investimentos.

Além disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, acima do previsto, fica no foco, a poucos dias da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Por ora, o principal indicador da B3 acumula +1,6% na semana, após oito semanas de queda. Ontem, o Índice Bovespa encerrou a sessão aos 171.497,24 pontos, com valorização de 1,71%.

Conforme Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, sinais de trégua entre EUA e Irã derruba petróleo, juros e dólar no exterior, abrindo espaço para alta do Ibovespa e ativos de risco emergentes.

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Na madrugada de hoje, o petróleo caiu quase 5%, em meio à chance de reabertura do Estreito de Ormuz, diante de relatos de que EUA e Irã estariam próximos de assinar um acordo de paz em formato de memorando de entendimento. Isso poderia acontecer no domingo, em Genebra.

No entanto, nesta manhã, a commodity reduziu o ritmo de queda, após o Irã dizer que o texto com os EUA ainda não foi aprovado pelo governo e negou concessões sobre Ormuz. As bolsas de Nova York abriram com sinais divergentes moderados. Já na Europa, há avanço.

Divulgado hoje, o IPCA fechou maio com alta de 0,58%, após avanço de 0,67% em abril, acumulando 4,72% em 12 meses. Os resultados ficaram acima das medianas das estimativas da pesquisa feita pelo Projeções Broadcast, de 0,55% e 4,68%, respectivamente.

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Para Moreira, da One Investimentos, o IPCA de maio, por enquanto, tanto efeito na Bolsa, mas tem um pouco mais de influência sobre os juros futuros. "Pode ser que venham a ter, a depender de eventual piora do exterior, sobre o noticiário em relação ao conflito no Oriente Médio", diz.

O petróleo caía há pouco em torno de 1%, contaminando as ações da Petrobras (PN: -0,98% e -0,60%/ON). Já a alta de 0,33% do minério de ferro em Dalian, estimulava Vale (1,13%) e os demais papéis do setor de metais.

A Copasa cedia 4,17%. A companhia de saneamento de Minas Gerais confirmou que o Estado de MG aprovou o preço por ação ordinária de R$ 49,03 na oferta pública de distribuição secundária de ações da companhia, o que resultou em um montante total de R$ 8,38 bilhões. Os valores haviam sido antecipados pelo Broadcast.

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