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Ibovespa fica instável, apesar de alta das commodities e de NY, de olho em EUA-Venezuela

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O Ibovespa opera indefinido na manhã de segunda-feira, 5, apesar da valorização das commodities e dos índices das bolsas do ocidente, após a ação dos Estados Unidos na Venezuela, no sábado. A invasão da tropa norte-americana foi seguida de prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.

Em Nova York, as altas no pré-mercado são moderadas e o Dow Jones futuros opera em baixa, em meio a incertezas acerca dos desdobramentos da crise geopolítica e enquanto espera-se novidades sobre o tema. Os juros futuros e o dólar ante o real avançam. Hoje, haverá reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), ao meio-dia, para debater a situação da Venezuela.

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Já Maduro deve comparecer pela primeira vez a um tribunal americano nesta segunda-feira para responder às acusações de narcoterrorismo usadas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, para justificar a captura e extradição para Nova York.

Para os investidores, segundo Lucas Sigu Souza, sócio-fundador da Ciano Investimentos, o que foi feito pelos EUA com a Venezuela, não gera grandes preocupações. "O mercado não se preocupa com a moralidade das coisas e sim com as consequências. O fato é que a Venezuela se tornou irrelevante nas últimas décadas, do ponto de vista do mercado internacional. E não há nenhuma consequência relevante para a economia mundial", avalia.

Em meio ao futuro relacionado às questões geopolíticas, Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, ressalta que a volatilidade do mercado tende a aumentar. "Não sabemos o que acontecerá. O que sabemos é que Trump disse que vai tocar a Venezuela, e sabemos do seu interesse pelo petróleo", cita em nota.

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Ao mesmo tempo, investidores aguardam as divulgações da semana, que devem ter forças para conduzir apostas para a política monetária no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos, principalmente.

Aqui, o destaque é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechado de dezembro e de 2025, que sairá na sexta-feira. No mesmo dia, será informado o relatório oficial de emprego norte-americano, o payroll. Na Europa, o foco são índices de preços da zona do euro. Além disso, a semana contará com divulgações de índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) mundiais. Já foram informados os da China e do Japão.

Hoje, saiu o primeiro boletim Focus de 2026. A mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses passou de 4,01% para 4,02% e a para o IPCA de 2026 passou de 4,05% para 4,06%, aquém do teto da meta de 4,50%. Ainda foi informado o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que encerrou dezembro com alta de 0,28% e de 4% em 2025.

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Além da alta dos índices de ações do ocidente e da Ásia, motivada principalmente por papéis de empresas de defesa militar, os contratos futuros de cobre e de ouro avançam.

Na sexta-feira, o principal indicador da B3 fechou em baixa de 0,36%, aos 160.538,69 pontos.

Às 10h47 desta segunda-feira, o Ibovespa caía 0,04%, aos 160.469,92 pontos, ante abertura em 160.542,04 pontos, com zero de variação, e mínima a 160.214,70 pontos (-0,20%). Na máxima, subiu 0,06%, aos 160.214,70 pontos.

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As ações da Vale avançavam 0,88%, após ganho de 0,95% do minério de ferro hoje em Dalian. Já os papéis da Petrobras recuavam entre 0,81% (PN) e 0,68% (ON), com o petróleo subindo de 0,72% (Brent, em Londres) e 0,89% (WTI, nos EUA.

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