Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Ibovespa emenda segundo ganho e recupera nível dos 119 mil pontos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ibovespa evitou perdas pela segunda sessão, nesta quinta-feira, 13, decididamente no campo positivo sem esmorecer no fechamento, aos 119 mil pontos - diferentemente de ontem, quando perdeu força e quase entregou o sinal positivo no fim do dia. Nesta quinta-feira, andando à frente de Nova York na maior parte da sessão, oscilou entre mínima de 117.668,13 e máxima de 119.739,09 pontos, fechando em alta de 1,36%, aos 119.263,89 pontos, no maior nível desde o último dia 5. Desde 14 e 15 de junho, a referência da B3 não conseguia emendar dois ganhos diários.

Com o desempenho desta quinta-feira, o Ibovespa volta a subir no mês (+1,00%), revertendo também ao positivo na semana (+0,31%) - no ano, avança 8,68%. Após o reforço proporcionado pelo vencimento de opções sobre o índice, ontem, o giro financeiro encolheu hoje, a R$ 20,7 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Alta forte do Ibovespa, mantendo a recuperação desde o fim de março, em velocidade rápida desde os 98 mil até a região dos 120 mil pontos, ficando meio de lado nas últimas três semanas. Quando há retomada intensa, sem correção, mostra resiliência. O ambiente macro ainda é de compressão de risco, o que se vê desde o arcabouço fiscal e, depois, com a queda da inflação - agora, com a reforma tributária aprovada na Câmara -, o que ampara a visão de que o Copom inicie o corte de juros", diz Felipe Moura, analista e sócio da Finacap Investimentos.

Lá fora, o destaque do dia foi o câmbio, com a moeda americana em baixa ante referências como euro, iene e libra, do índice DXY, refletindo a expectativa de que o Federal Reserve tem pela frente apenas mais um aumento de juros, de 25 pontos-base, na reunião do fim de julho. O otimismo desde o exterior decorreu da leitura desta manhã sobre o índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos, que corroborou a visão do mercado sobre a inflação ao consumidor, em arrefecimento significativo no acumulado em 12 meses, em junho.

Com isso, o índice DXY operou abaixo dos 100,00 pontos nesta quinta-feira, o que não se via desde abril de 2022, observa Gabriela Sporch, analista da Toro Investimentos. "Olhando um pouco mais para o gráfico mensal, esses patamares são de início da pandemia, ali por 2020", acrescenta. "Essa região abaixo de 100 para o DXY é bem importante para o mercado, com o dólar mostrando forte desaceleração ante essa cesta de moedas", na expectativa por menos rigor do Fed na condução da política monetária americana, logo à frente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A acomodação do dólar contribuiu para que os futuros mais líquidos do petróleo fechassem hoje em alta pelo terceiro pregão seguido, com o Brent no maior nível desde abril de 2023. Em outro desdobramento favorável às ações de commodities, o minério subiu hoje 1,59% em Dalian, China. Assim, Vale (ON +2,33%) e Petrobras (ON +1,46%, PN +1,58%) se alinharam aos ganhos vistos nas ações de maior peso no Ibovespa, como as de grandes bancos, com destaque para Bradesco (ON +2,03%, PN +2,48%). Na ponta do índice, Cyrela (+8,69%), Usiminas (+4,49%) e 3R Petroleum (+4,17%), com Petz (-5,12%), Gol (-3,21%) e Carrefour Brasil (-3,14%) no lado oposto.

Assim, o índice de materiais básicos (IMAT), exposto a commodities, subiu hoje 1,50%, em avanço bem mais significativo do que o leve ganho de 0,23% para o de consumo (ICON), índice correlacionado ao ciclo doméstico.

Sem muitos catalisadores internos para orientar os negócios na sessão, o impulso ao Ibovespa se concentrou na inflação ao produtor abaixo do esperado para junho nos Estados Unidos, na medida em que, na agenda global, controle da inflação vis-à-vis o nível em que já estão as taxas de juros continua a ser tema central, aponta Bruna Centeno, sócia e especialista da Blue3 Investimentos. "Aumenta assim a expectativa de que o Fed, ao fim da próxima reunião, já possa vir com tom menos duro", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que, apesar dos efeitos da política monetária restritiva do G20 estarem aparecendo, e de a inflação estar diminuindo, a pressão dos preços continua alta e os esforços desinflacionários provavelmente levarão tempo. Dessa forma, a prioridade da política monetária deve ser trazer a inflação de volta à meta e manter as expectativas ancoradas, acrescenta o FMI.

Nos Estados Unidos, a presidente da distrital do Federal Reserve (Fed) em São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta quinta-feira que ainda é "razoável" esperar mais duas altas de juros este ano. Em entrevista à CNBC, a dirigente defendeu que seria prematuro declarar vitória contra a inflação nos Estados Unidos, apesar da desaceleração do índice de preços ao consumidor (CPI).

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV