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Ibovespa corrige e cai, de olho em crise no STF e à espera de Fed e Copom

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Após alta na terça-feira, 15, o Ibovespa recua nesta Superquarta de decisão de política monetária nos Estados Unidos (15 horas) e no Brasil (18h30). A queda reflete em parte a desvalorização do petróleo e temores relacionados à crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF).

Há instantes, o Índice Bovespa renovou mínima do dia, aos 184.753,98 pontos (-0,94%). A queda é puxada principalmente por ações de primeira linha, mais demandadas por investidores estrangeiros. Um sinal disso é a virada do EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, para o negativo (-0,73%).

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A baixa do petróleo também pesa sobre o segmento, pressionando as ações do setor - com queda de cerca de 2% nos papéis.

Hoje, o giro financeiro pode superar a média diária de cerca de R$ 15 bilhões, devido ao vencimento de opções sobre Ibovespa.

Ontem, o principal indicador da B3 fechou em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, em meio ao avanço do petróleo.

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Ainda, investidores acompanharam a sessão histórica STF. O placar chegou a 4 a 4 até que Flávio Dino decidiu pedir vista interrompendo o julgamento, sob a justificativa de que era necessário mais tempo para analisar a questão diante do clima de hostilidade entre os ministros.

O desfecho indefinido pode emergir uma interpretação de que o impasse e a tentativa de evitar a investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes são negativos para a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), avalia Silvio Campos Neto, economista-sênior da Tendências Consultoria. Pode, segundo escreve em nota, alimentar o momento positivo da oposição nas pesquisas.

Por outro lado, completa o sócio da Tendências, as incertezas elevadas e o receio com o surgimento de fatos novos que possam atingir Flavio Bolsonaro (PL-RJ) sustentam certa cautela.

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"Para os preços dos ativos, temos de ver como esse imbróglio terá impacto nas intenções de voto. Seria um evento com força para prejudicar o presidente Lula na margem", diz Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset Brasil.

Segundo Marianna, as próximas pesquisas eleitorais serão importantes para avaliar se o fortalecimento de um dos principais nomes da oposição na disputa continuará. "Pode ser que perca força na margem, pela ideia do que já foi incorporado", afirma.

Ainda, diz a economista, investidores aguardam as decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e do Comitê de Política Monetária (Copom), que podem elevar e cortar as taxas de juros hoje, respectivamente, ficando dúvidas quanto aos próximos passos.

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Nesta quarta, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), com queda de 0,22% em julho ante junho - mais intensa do que a mediana negativa de 0,10% -, reforçou análises de arrefecimento da atividade econômica. Assim, hoje o Copom deve cortar a Selic para 13,75%, de 14%.

"Nos EUA, as vendas do varejo vieram mais fortes em agosto, o que corroborar a expectativa de altas dos juros nesta quarta-feira. Com o resultado, pode ser que o Fed tenha de promover novas altas", diz a economista-chefe da Mirae. No Brasil, acrescenta, o IBC-BR dá um ideia melhor, de que a atividade econômica iniciou o terceiro trimestre mais fraca do que a esperada. "Então, a queda de 0,25 ponto porcentual na Selic hoje está dada."

Às 11h38, o Ibovespa cedia 0,48%, aos 185.615,19 pontos, ante abertura estável e na máxima em 186.502,64 pontos.

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