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Ibovespa começa outubro com fraqueza por petróleo, shutdown nos EUA e quadro fiscal do Brasil

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O Ibovespa iniciou outubro em leve alta, mas logo perdeu força, passando a operar próximo da estabilidade, após recentes recordes em setembro e fechamento com valorização de 3,40% no período, e diante do recuo dos índices das bolsas em Nova York na manhã desta quarta-feira, 1º de outubro. Há certa cautela nos mercados em geral. Sem acordo no Congresso sobre o Orçamento na noite de ontem, o governo norte-americano enfrenta seu primeiro shutdown em quase sete anos. Milhares de servidores federais devem entrar em licença ou ser demitidos nas próximas horas.

Após registrar alta de 0,44%, na máxima em 146.879,33 pontos, o principal indicador renovou mínima às 11h20, a 146.054,97 pontos, com queda de 0,12%. A virada ocorre em meio ao enfraquecimento de papéis de grandes bancos enfraqueciam, com a maioria indo para o negativo. Os investidores mantêm-se preocupados com a dinâmica das contas públicas do Brasil.

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A agenda de indicadores por aqui está esvaziada. Fica no foco a votação prevista para hoje na Câmara do projeto que amplia a faixa de isenção do imposto de renda para até R$ 5 mil. A dúvida de analistas é de onde sairão os recursos para cobrir a perda de receita, calculada em R$ 26 bilhões.

"Tem muita incerteza, será preciso ter uma solução em 2027", diz Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, indicando que não imagine uma solução fiscal de curto prazo. "Ainda assim, o Ibovespa e o dólar surfam na onda de queda dos juros dos Treasuries", acrescenta. No ano, o Ibovespa sobe 21,47%.

Entre as preocupações devido à paralisação da máquina pública nos Estados Unidos está a possibilidade de comprometimento da captação dos indicadores, embora haja alternativas privadas, como a ADP informada hoje, pontua Spiess. "Não sabemos o quanto a paralisação vai durar, o quanto terá de impacto na atividade", diz.

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Com a paralisação, a divulgação de indicadores econômicos, incluindo o relatório de empregos americano está suspensa, podendo ter impacto nas decisões do banco central norte-americano.

"A paralisação é um evento que já aconteceu várias vezes, não é totalmente novo, nem catastrófico. O ponto-chave é se terá impacto na economia, e se tiver, o quanto impactará", observa William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Enquanto isso, o setor privado dos Estados Unidos cortou 32 mil empregos em setembro, segundo pesquisa ADP. O resultado contrariou expectativa média de analistas, de geração de 50 mil postos de trabalho. Após a divulgação, a chance de o Fed cortar juros em outubro subiu de 86% para 99%.

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Como o payroll de setembro pode não deve ser informado, a pesquisa ADP ganha mais relevância, pontua Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos. "O payroll traz dados extremamente importantes para o Banco Central norte-americano tomar políticas econômicas. Então, se não tiver payroll, esse dado da ADP vai ser extremamente importância, mais do que geralmente tem sido."

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,07%, aos 146 .237,02 pontos, após renovar máxima histórica aos 147.578,39 pontos, em alta de 0,85%.

Às 11h32 desta quarta-feira, o Índice Bovespa cedia 0,13%, na mínima aos 146.047,10 pontos, ante abertura aos 146.236,87 pontos, com variação zero. Subiu 0,44%, com máxima aos 146.879,33 pontos.

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As ações da Vale avançavam 1,55%, apesar de hoje não haver cotação do minério de ferro em Dalian. Os mercados da China continental estão fechados devido ao feriado da "semana dourada", que se estenderá até o dia 8. Os papéis da Petrobras caíam entre 0,13% (PN) e 0,09% (ON). Entre os grandes bancos, só Unit de Santander subia (0,20%).

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