TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Ibovespa cai quase 1%, aos 185,6 mil, com retomada do risco geopolítico

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após o respiro antes do feriado de 1º de maio - quando obteve ganho de 1,39%, no que foi apenas a segunda alta em 11 sessões (agora 12) desde os recordes de 14 de abril -, o Ibovespa retomou a trilha de correção na abertura de semana, marcada por retomada da aversão a risco sobre o Oriente Médio.

Sem o apoio de Petrobras (ON -0,80%, PN +0,53%), o índice da B3 caiu 0,92% nesta segunda-feira, aos 185.600,12 pontos, com giro a R$ 26,4 bilhões. Na mínima do dia, foi a 185.537,58 pontos (-0,95%), saindo de abertura 187.317,55 e de máxima a 187.666,20 pontos. No ano, ainda avança 15,19%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Nesta segunda-feira, ataques de drone vindos do Irã provocaram um incêndio de grandes proporções na Zona de Indústrias Petrolíferas de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. À tarde (no Brasil), o órgão de Gestão Nacional de Emergências, Crises e Desastres dos Emirados Árabes Unidos informou que sistemas de defesa aérea respondiam então a uma sexta ameaça de míssil.

Por sua vez, o almirante-chefe do Comando Central dos Estados Unidos, Brad Cooper, afirmou que helicópteros militares norte-americanos afundaram seis pequenas embarcações iranianas que tinham como alvo navios civis no Estreito de Ormuz, no que foi o mais recente teste ao cessar-fogo entre o Irã e os EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã realizou ataques contra embarcações de países "não relacionados" à operação marítima americana no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro da Coreia do Sul, em meio à escalada de tensões na região. Um navio de bandeira panamenha operado pela Coreia do Sul, no Estreito de Ormuz, explodiu e pegou fogo próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos. O Irã também comunicou ter atingido um navio de guerra dos EUA para alertar contra sua entrada em Ormuz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outro desdobramento do dia tenso na região, o centro militar de operações marítimas do Reino Unido relatou incidente a 36 milhas náuticas ao norte de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A embarcação de carga reportou um incêndio na casa de máquinas, cuja causa era a princípio desconhecida.

"Há muitas informações desencontradas, o que se reflete na aversão a risco, e em semana que traz muitos resultados corporativos, entre os quais de Itaú e Bradesco. Petróleo já transborda para inflação e juros, à medida que prossegue o conflito sem uma solução próxima", diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.

Nesse contexto, na B3, entre as blue chips, apenas Petrobras PN evitou o sinal negativo - e, ainda assim, com desempenho aquém da alta acima de 5% nos contratos mais líquidos do Brent. Principal ação do Ibovespa, Vale ON caiu 3,10% e as perdas entre os maiores bancos chegaram a 2,12% (Bradesco PN) no fechamento. Na ponta ganhadora do Ibovespa, Prio (+5,65%), Minerva (+4,74%) e Braskem (+3,83%). No lado oposto, Hapvida (-7,18%), Cyrela (-4,98%) e MRV (-3,47%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O petróleo WTI para junho, negociado em Nova York, fechou em alta de 4,29% (US$ 4,48), a US$ 106,42 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, em Londres, subiu 5,8% (US$ 6,27), a US$ 114,44 o barril. O Irã afirmou que irá interceptar à força qualquer embarcação que viole suas normas marítimas e voltou a advertir os Estados Unidos a não entrarem na região, após Washington anunciar que passará a "guiar" navios retidos.

"Há muito prêmio de risco nos contratos futuros de petróleo, mas quando vier uma descompressão a tendência é de que voltem muito rapidamente para a faixa de US$ 80 por barril, mas não para a de US$ 60, onde estavam antes do conflito", diz Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Investimentos, destacando certa resiliência do Brasil à tensão no Oriente Médio, por ser um exportador líquido da commodity.

Assim, mais do que a fatores domésticos, o comportamento dos ativos financeiros continua a ser guiado pelo que acontece no Estreito de Ormuz, com efeito não apenas para as ações e o petróleo, mas também para o câmbio e a curva de juros, com a busca dos investidores por proteção neste prolongado momento de tensão, que já dura mais de dois meses, pontua Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV