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Ibovespa cai com petróleo, cautela pré-feriado e de olho em desdobramento do 'caso Master'

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O Ibovespa cai em meio à desvalorização de mais de 2,5% nas cotações do petróleo e diante de incertezas relacionadas à liquidação do banco Master, que ontem pesou nas ações de bancos na B3. A sessão desta quarta-feira, 19, pode ser envolta por alguma volatilidade, em meio à falta de motivadores, em dia de agenda esvaziada de indicadores no Brasil e no exterior.

"É natural um clima de aversão a risco. Os principais vetores da semana - balanço da Nvidia e o payroll atrasado de setembro nos Estados Unidos sairão quando o mercado aqui estará fechado. Teremos um catch up nos mercados na sexta-feira", afirma Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

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Com o feriado da quinta-feira no Brasil, que fechará os mercados, a liquidez pode ser limitada no Índice Bovespa.

"Há sinais de cautela por todo o mundo. Aparentemente teremos hoje uma correção", estima Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, em nota, ao referir-se ao principal indicador da B3, que acumula alta de 4,27% em novembro até as 10h53. Nos EUA, os índices futuros de ações sobem moderadamente, enquanto as bolsas europeias caem.

O feriado da Consciência Negra amanhã no Brasil impõe cautela, dado que nesta quinta-feira será divulgado o payroll nos Estados Unidos. O relatório de emprego americano juntamente com o balanço da Nvidia, que sairá hoje após o fechamento dos mercados, é aguardado com grande expectativa por investidores. Há dúvidas sobre novas quedas de juros nos EUA e se existe ou não uma bolha nas ações de tecnologia.

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"No Brasil, a cautela externa e o feriado local de amanhã estimulam a continuidade de uma abordagem mais defensiva, juntamente com os bons ganhos acumulados nas últimas semanas", diz em relatório Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências Consultoria.

Na seara corporativa, o foco continua nos desdobramentos do fechamento do banco Master, que resultou na prisão de seu dono, Daniel Vorcaro, e nas ações do setor financeiro na B3. Estima-se que grandes bancos terão em algumas semanas de fazer contribuições extras ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir o rombo do Master.

O FGC, responsável por cobrir perdas de depositantes em caso de quebra de instituições financeiras, estima que os desembolsos com liquidação extrajudicial do Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Lestsbank, e Master Corretora de Câmbio ficarão em cerca de R$ 41 bilhões.

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Conforme Spiess, da Empiricus, como o caso do Master é uma situação bastante delicada, acaba por gerar cautela. No entanto, diz, a expectativa é de que virem "a página", de que os culpados sejam responsabilizados e os demais bancos consigam endereçar bem esse momento. "E consigam reforçar as regras para que isso não volte a acontecer."

O mercado olha ainda a aprovação, no Senado, do projeto de lei que institui o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp) com um 'jabuti' que resgata parte da MP 1.303/2025, com alternativas ao aumento do IOF. O texto segue agora para sanção. Esse texto autoriza a atualização do valor de imóveis e veículos no Imposto de Renda e a regularização de bens lícitos não declarados. Segundo parlamentares governistas, as propostas podem reverter cerca de R$ 25 bilhões aos cofres públicos.

Ontem, o Índice Bovespa fechou em baixa de 0,30%, aos 156.522,13 pontos.

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Às 11h08 desta quarta-feira, o Ibovespa caía 0,35%, aos 155.973,62 pontos, perto da mínima em 155.812,43 pontos (-0,45%, após máxima de abertura (156.521,70 pontos, com variação zero.

As ações da Vale e da Petrobras cedem. Os papéis da mineradora caíam 0,26%, apesar da alta de 0,76% do minério de ferro hoje em Dalian, na China, contaminando todas as ações do setor de metais, com exceção de CSN ON (alta de 0,25%). Petrobras perdia entre 0,70% (PN) e 0,87% (ON). Entre os grandes bancos, o recuo máximo era de cerca de 0,60%: Itaú Unibanco PN e Bradesco PN.

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