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Ibovespa cai com exterior, por cautela renovada com conflito no Oriente Médio

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O ambiente de cautela no exterior contamina nesta sexta-feira, 27, o Ibovespa, que na quinta-feira, 26, já fechou em queda de 1,45%, aos 182.732,67 pontos, acumulando ganho semanal de 3,70%. As incertezas relacionadas a um acordo de paz no Oriente Médio voltam a pesar, elevando o petróleo Brent para US$ 104 o barril nesta manhã. Os juros futuros avançam em toda a curva, enquanto o dólar ante o real passou a cair, enquanto as bolsas europeias e americanas caem.

Pouco antes do fechamento deste texto, o Ibovespa reduziu a velocidade de queda, em meio à aceleração da alta das ações da Petrobras (PN: 1,52% e ON: 1,465) e da Vale (0,62%), e tentava defender a marca de 182 mil pontos. O quadro, contudo, continua expirando cautela, como retrata o grupo de valorização da carteira teórica, que contava com oito ações subindo, de um total de 83, diante das incertezas com a guerra no Oriente Médio.

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"As ações da Petrobras reagem ao petróleo ainda. Então, ajuda a segurar um pouco a Bolsa. Se lá fora piorar, o Ibovespa não aguenta", diz o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

Há expectativas por uma reunião entre o governo norte-americano e o de Teerã na noite de hoje para discutir o conflito geopolítico gerado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Também ficam no foco de investidores indicadores brasileiros, como a taxa de desemprego e o déficit em transações correntes, além de notícias corporativas. A Braskem informou prejuízo no quarto trimestre de 2025 e a Petrobras cancelou leilão de GLP.

No exterior, ontem o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou por dez dias o prazo para os EUA atacarem a infraestrutura de energia do Irã e afirmou que seu governo e Teerã vão se reunir na noite de hoje para negociar um acordo de cessar-fogo. Os iranianos, porém, ainda não se manifestaram oficialmente a respeito e, ao longo da semana, negaram repetidamente que estivessem negociando com Washington. Neste cenário de incerteza, a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, disse que há um deslocamento de riscos do mandado do Fed para a inflação.

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Em meio a essas incertezas, Bruno Takeo, estrategista da Potenza, observa que os mercados têm apresentado bastante volatilidade ao longo das sessões. "O mercado está variando muito com expectativa sobre a guerra. E continuamos com o mesmo cenário - Trump diz algo e o Irã desmente", afirma.

Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desocupação ficou em 5,8% no trimestre até fevereiro, após 5,4% antes. O resultado ficou acima da mediana de 5,7% encontrada em pesquisa feita pelo Projeções Broadcast e aquém do teto, de 5,9% (piso: 5,4%).

A despeito do avanço, a taxa de desemprego informada hoje é a taxa mais baixa para trimestres até fevereiro em toda a série histórica. Neste sentido, tende a reforçar a visão de especialistas e do Banco Central de resistência do mercado de trabalho e limitar expectativas de aceleração no ritmo de corte da Selic.

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Quanto à conta corrente, o déficit foi de US$ 5,614 bilhões em fevereiro, após um saldo negativo de US$ 8,360 bilhões em janeiro. O rombo ficou perto da mediana das estimativas, de saldo negativo em US$ 5,50 bilhões. Segundo o BC, a entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) somou US$ 6,754 bilhões em fevereiro. O dado ficou abaixo da mediana (US$ 7,60 bilhões).

Às 11h03, o Ibovespa caía 0,35%, aos 182.089,79 pontos, recuo de 0,79%, na mínima a 181.284,59 pontos, e máxima a 182.738,12 pontos, quase a mesma pontuação da abertura (182.732,67 pontos). Em Dalian, na China, hoje o minério de ferro fechou com queda de 0,49%, a US$ 117,47 a tonelada.

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