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Ibovespa cai com cautela externa e queda do minério, de olho em IBC-Br e Focus

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O Ibovespa cai na sessão desta segunda-feira, 18, em meio ao clima de cautela no exterior, diante do impasse nas tratativas entre Estados Unidos e Irã e a novos dados reforçando moderação da atividade econômica brasileira e avanço das expectativas de inflação no Brasil.

No entanto, uma informação da agência iraniana Tasnim de que o governo de Donald Trump suspendeu sanções ao setor petrolífero do país persa traz algum alívio aos mercados globais, após a elevada aversão ao risco mais cedo. As bolsas de Nova York miravam alta, com perspectivas positivas para o setor de tecnologia. Ainda persistem incertezas sobre os impactos da guerra na inflação e na política monetária global.

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Enquanto monitora os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, investidores esperam o balanço da Nvidia e o ata do Federal Reserve (Fed) nos EUA, que sairão na quarta-feira. No Brasil, as atenções ficam no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de março e relativo ao primeiro trimestre, e no boletim Focus, informados há pouco.

O IBC-Br registrou queda de 0,67% - pior do que a mediana negativa de 0,30% das expectativas na pesquisa do Projeções Broadcast.

Paralelamente, o boletim Focus trouxe alta na projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano - de 4,91% para 4,92% - e para a taxa Selic. A estimativa para o juro básico no fim de 2026 na pesquisa saiu de 13,00% para 13,25% ao ano.

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A pesquisa trouxe elevações marginais das medianas para o IPCA de 2026 e 2028, acompanhadas de um ajuste para cima da mediana para a Selic ao final deste ano, de 13% para 13,25%, cita em nota Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria. Em Nova York, os índices das bolsas caem levemente, com exceção do Nasdaq, que subia 0,04%, com investidores monitorando a guerra no Oriente Médio.

Nesta manhã os juros futuros e o dólar recuam, diante da melhora externa, o que serve de refresco para algumas ações mais sensíveis ao ciclo econômico na B3, caso de Magazine Luiza (1,77%) e Azzas (2,78%). Essa última contratou o Itaú para assessorar em uma eventual cisão entre os sócios, que iniciaram disputa judicial.

Já os papéis ligados ao minério caem, em meio ao recuo de 1,11% da commodity em Dalian, na China, hoje. O petróleo Brent cedia 0,55% às 11h07, a US$ 108,67 por barril, após máxima mais cedo a US$ 112. A desvalorização pesa nas ações da Petrobras, que tinha queda em torno de 1% no horário citado acima. Vale recuava 0,90%, bem como cediam papéis de bancos.

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Ainda, ficam no radar eventuais ruídos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Às 13h30, a Secretaria de Política Econômica divulgará o Boletim Macrofiscal, com as previsões de indicadores macroeconômicos e do Prisma Fiscal.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,61%, aos 177.283,83 pontos.

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Às 11h23 desta segunda, o Índice Bovespa cedia 0,59%, aos 176.237,68 pontos, mais próximo da mínima em 176.075,56 pontos (-0,68%), do que da máxima aos 177.329,88 pontos (alta de 0,03%). Abriu estável aos 177.280,72 pontos.

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