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Ibovespa busca recuperação com minério apesar de NY fraca e indicação de tarifa dos EUA

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Após cinco pregões seguidos de queda, o Ibovespa ensaia recuperação parcial no início da sessão desta terça-feira, 2, em dia de agenda esvaziada. A alta ocorre apesar de incertezas e temores relacionados ao conflito no Oriente Médio e à possível imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com algumas exceções. Em Nova York, as bolsas miram o campo positivo.

A valorização do principal indicador da B3 se dá em meio ao avanço de 0,77% do minério em Dalian, na China, e de 0,53% em Cingapura. E após ceder mais cedo, o petróleo passou a subir por volta das 11 horas. Aqui, o dólar opera estável, a R$ 5,020, depois de recuar à mínima dos R$ 5,005.

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"O Ibovespa sobe por um momento de alivio das quedas recentes; dia de correção. A semana é mais curta devido ao feriado na quinta-feira e sem nenhum drive específico", diz Sergio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos.

Investidores seguem monitorando com afinco o cenário geopolítico, à espera de novidades. Hoje e amanhã, representantes de Israel e do Líbano devem se reunir em Washington para a segunda rodada de negociações por uma trégua.

Já o governo iraniano, conforme relatos, ainda não concluiu a análise da proposta americana para um acordo provisório de cessar-fogo assim como não apresentou uma resposta oficial aos mediadores envolvidos nas negociações.

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Segundo Bruno Takeo, estrategista da S4 Consultoria, a despeito das notícias de ontem do Irã e da resposta do presidente dos EUA, Donald Trump, parece que o mercado está mais otimista sobre a evolução de um acordo de paz. Na véspera, o republicano afirmou que Israel e Líbano concordaram em cessar com os ataques, o que, em tese, sugere a retomada das negociações de um acordo de paz com o Irã.

O mercado ainda acompanha os desdobramentos da notícia de que os EUA podem impor tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros, citando "práticas irracionais" que "sobrecarregam e restringem" o comércio americano, o que reforça a cautela.

A medida decorre de investigação aberta em julho de 2025 contra o País, divulgada na madrugada de hoje A lista de exceções tem 73 páginas e inclui itens já isentos do tarifaço no ano passado, como aviões, suco de laranja e café.

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Fontes ouvidas pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) afirmam que o governo brasileiro trabalha para reverter a tarifa e avalia que tem tempo para contornar novo possível tarifaço ao Brasil. As novas tarifas de 25% passam a valer em 15 de julho, quando uma decisão final será tomada pelo governo dos EUA.

"O efeito real não é êxodo de capital, mas elevação do prêmio de risco na margem e limitação do teto de valorização. O que pesa de verdade nos fluxos segue sendo a trajetória fiscal doméstica, o Fed e o ciclo de commodities; a tarifa é ruído aditivo sobre essa base", diz em nota Cassio Viana de Jesus, Diretor de Investimentos e Novos Negócios da Pilar Capital

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,91%, aos 172.197,46 pontos.

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Às 11h35 desta terça, o Ibovespa subia 1,17%, aos 174.234,21 pontos, perto da máxima dos 174.489,59 pontos, quando avançou 1,33%.

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