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Ibovespa busca recuperação com China e Nova York, enquanto olha arrecadação

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O Ibovespa subiu na abertura dos negócios desta terça-feira, puxado por relatos de que a China estuda anunciar um pacote de medidas no valor de US$ 278 bilhões para estabilizar os mercados, após recentes perdas. A elevação é moderada, dada a fraqueza dos índices futuros das bolsas de Nova York, enquanto os investidores avaliam alguns balanços divulgados, como Procter & Gamble (P&G), Verizon e 3M. Após o fechamento dos mercados, sairá o da Netflix.

Na avaliação do economista Carlos Lopes, do BV, o sinal da China ajuda um pouco, mas ainda é preciso esperar a confirmação e é importante ponderar que ainda não se viu grandes efeitos de estímulos passados na economia. "O que tem segurado o Ibovespa é o S&P e não a bolsa chinesa, que tem sentido as dificuldades da economia local, do setor imobiliário", diz.

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O gigante asiático estuda um plano de medidas que envolve cerca de 2 trilhões de yuans (US$ 278 bilhões), principalmente das contas externas de estatais chinesas, para comprar ações no mercado doméstico por meio da aliança com a Bolsa de Hong Kong, conforme a Bloomberg.

A queda do petróleo no exterior também limita o ganho do Ibovespa, bem como ficam no radar as continuadas incertezas fiscais locais.

Ontem, os temores em relação às contas públicas voltaram a pesar, em meio a incertezas sobre a reoneração da folha de pagamentos e sobretudo refletindo o anúncio da nova política industrial do governo, que prevê investimentos de R$ 300 bilhões até 2026. O Ibovespa fechou com queda de 0,81%, aos 126.601,55 pontos, na contramão das bolsas de Nova York.

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Ao comentar a questão da reoneração, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que não vai se "deixar levar" por pressões na discussão. Ele ressaltou, em entrevista ao programaRoda Vida, da TV Cultura, que o diálogo sobre o tema está aberto entre os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Haddad disse que uma eventual revisão da meta de déficit zero traçada para 2024 não foi discutida com Lula.

Agora, o mercado avalia os dados da arrecadação de dezembro e o consolidado de 2023. No último mês do ano passado, o valor arrecadado foi de R$ R$ 231,225 bilhões. O número superou a mediana de R$ 224,75 bilhões na pesquisa do Projeções Broadcast (R$ 216,316 bilhões a R$ 241 bilhões). Em 2023, somou R$ 231,225 bilhões (intervalo de R$ 2,3 trilhões a R$ 2,36 trilhões).

Os números, descreve o economista Carlos Lopes, do BV, ganham importância maior em função das dúvidas com o cenário fiscal.

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Na China, o minério de ferro subiu 1,42% em Dalian. As ações da Vale subiam 1,52%. As da Petrobras cediam 0,27% (PN) e -0,10% (ON).

Às 10h34, o Ibovespa subia 0,63%, aos 127.400,39 pontos, na máxima, ante mínima aos 126.611,68 pontos, em alta de 0,10%.

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