Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Herdeiro de Joseph Safra processa mãe e irmãos por herança bilionária do pai

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Herdeiro de Joseph Safra - o homem mais rico do Brasil até sua morte, em 2020 -, Alberto Safra abriu um processo contra a mãe, Vicky Safra, e os irmãos Jacob e David, em mais um capítulo da disputa pela herança bilionária do pai. Na última sexta-feira, 3, ele entrou com uma ação na Justiça do Estado de Nova York em que afirma que os irmãos diluíram de forma ilegal sua participação na SNBNY (holding que controla o Safra National Bank, um banco americano com US$ 9 bilhões em ativos, e que não tem relação com o Banco Safra brasileiro).

De acordo com a petição, à qual o Estadão teve acesso, a diluição ocorreu em dezembro de 2019, quando Joseph enfrentava sérios problemas de saúde. A nova distribuição societária, ainda segundo a defesa de Alberto, foi feita criando um lucro artificial derivado de uma reavaliação contábil da empresa - o que os advogados chamaram de "manobras financeiras e contábeis inexplicáveis e suspeitas". Com base nesse lucro fictício, os irmãos teriam emitido novas ações, que foram alocadas para eles.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"As transações não tinham propósito econômico legítimo ou lógica comercial. (...) O único efeito delas foi diluir a participação de Alberto na SNBNY e inflar as participações de seus irmãos, David e Jacob, sem que eles (ou qualquer um deles) tivessem investido qualquer capital adicional. Os réus planejaram essas transações sem a devida autorização do conselho", diz a ação. O documento afirma ainda que, com as transações, o valor do Safra National Bank foi "inflado" em mais de US$ 870 milhões.

Com as supostas manobras, a participação de Alberto caiu de 28% para 13,4%. Também de acordo com o processo, Alberto só soube da perda de participação após a morte do pai, em dezembro de 2020.

A defesa ainda afirma que o balanço que registra o aumento do lucro era de 2019, mas foi publicado em 2021, e que todo o processo - feito pelos irmãos com a ajuda de diretores da companhia - tinha como objetivo pressionar Alberto "a vender sua participação em vários negócios da família."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto questionado pelos advogados do herdeiro é que, segundo eles, Alberto não tem tido acesso a documentos da holding nem conseguido indicar um nome para fazer parte do conselho de administração, o que seria seu direito. De acordo com a ação, a SNBNY alega "falsamente que uma revisão pendente pelo Federal Reserve (o Banco Central americano) impede Alberto de fazer a nomeação". A própria autoridade monetária, acrescenta a ação, já teria confirmado não se opor à nomeação do herdeiro.

Os advogados também afirmam que Jacob e David vêm retendo lucro de vários negócios da família, que deveriam ser distribuídos como dividendos. Na petição, eles pedes que o indicado de Alberto para o conselho de administração seja reconhecido e que a participação de 28% do herdeiro na holding seja restaurada.

A ação ajuizada na semana passada em Nova York é mais uma da disputa pela herança de Joseph Safra, avaliada em US$ 25 bilhões. Há outra ação que corre nos EUA, em que se discute a produção de provas, e uma arbitragem em Londres. Nessa, Alberto questiona sua participação no Banco Safra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alberto deixou o banco brasileiro, o qual administrava ao lado do irmão David, no segundo semestre de 2019, após um desentendimento com a família. Em seguida, criou a gestora ASA Investments. David seguiu como responsável pelos negócios do grupo no País, enquanto Jacob permaneceu diante das operações externas.

No processo, a defesa do herdeiro afirma que David e Jacob manipularam os pais para tirar Alberto do Safra. Diz ainda que conflitos de gestão entre os irmãos que comandavam o banco brasileiro se tornaram "insustentáveis" e diminuíram os poderem de Alberto na instituição. Diante disso, Alberto teria decidido cuidar de projetos pessoais.

No fim de 2021, a família esteve prestes a fechar um acordo em relação à herança. As negociações, no entanto, acabaram recuando e estão travadas há mais de seis meses, segundo apurou o Estadão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Procurados, assessores de Alberto afirmaram que, em "razão de atos ilegais e agressivos praticados por seus irmãos", ele "não teve alternativa senão ingressar com ação judicial na Suprema Corte de Nova York para proteger os seus direitos". "É lamentável que David e Jacob Safra tenham tomado tais ações ilegais. Por meio da ação judicial, Alberto Safra busca a proteção dos seus direitos."

A família Safra refutou as alegações de Alberto e publicou a nota abaixo:

"Poucos meses após receber doação do Sr. Joseph, como antecipação de sua herança, Alberto deixou o Banco Safra, sem atender aos apelos feitos pessoalmente pelo seu pai e iniciou negócio concorrente ao Banco Safra, tendo, inclusive, assediado e contratado vários executivos do Grupo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nessa ocasião Sr. Joseph conversou com diversos executivos solicitando que não acompanhassem Alberto em sua empreitada, já que se tratava de uma afronta a ele próprio.

Após diversas recusas de Alberto de mudar seus planos, Sr. Joseph o deserdou e tomou medidas naquele momento.

Agora Alberto promove disputa contra toda a família, dizendo que o pai não teria motivos para fazer o que fez, alegando tratar-se de uma conspiração para prejudicá-lo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Família lamenta o caminho adotado por Alberto, que primeiro atentou contra o pai em vida e agora o faz contra sua memória, e refuta suas alegações."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV