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Haddad: pensar que ministro da Fazenda pode não atender setor financeiro é ingenuidade absurda

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 21, que seria uma ingenuidade imaginar que uma pessoa em sua posição não atenderia ao mercado financeiro. Ele também reiterou que o País não pode prescindir de investimentos do setor privado, e que isso não impede a atuação do governo na mesma área. Ele concedeu entrevista ao ICL Notícias.

Haddad foi questionado se estava se reunindo mais com representantes do setor financeiro em detrimento a produtores, trabalhadores e representantes de outros setores da economia.

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"Eu mandei fazer um inventário de todas as audiências que eu tive aqui (em São Paulo), porque aqui é que eu recebo mais pessoas. Eu pedi para verificar quantas vezes eu atendi o mercado financeiro, qual é o porcentual de reuniões que eu fiz, e deu 19%. Ou seja, 81% eu atendi o setor produtivo, de alguma forma, trabalhadores, empresários, setor produtivo. E 19% eu tenho que atender mesmo. Como é que eu vou fazer o consignado privado se eu não atender o sistema financeiro? Como é que eu vou fazer o Desenrola se eu não atender o sistema financeiro? Como é que eu vou fazer o Plano Safra se eu não atender o sistema financeiro? Então, imaginar que o ministro da Fazenda pode não atender o mercado financeiro é de uma ingenuidade absurda", afirmou o ministro.

Ele também foi questionado sobre o montante de investimentos privados em detrimento ao público. Haddad reiterou que o País precisa do setor produtivo para se desenvolver.

"Imaginar que nós vamos prescindir do setor privado para nos desenvolver é um equívoco. Eu quero mais investimento privado. Isso não significa disputar com o Estado. O Estado tem o seu papel", disse o ministro.

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