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Haddad: governo fará reforma do IR com 'cautela' assim como aprovou reforma sobre consumo

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo fará a reforma do imposto de renda com "cautela", assim como aprovou a reforma sobre o consumo, e voltou a explicar que, para compensar a ampliação do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, os que recebem muito e pagam quase nada irão pagar "um pouco mais" de imposto. A lógica da compensação já foi apresentada no fim do ano passado, com a criação de uma tributação mínima para super ricos. O governo, contudo, ainda não enviou o projeto ao Congresso porque a Receita Federal ainda está rodando cálculos para corrigir uma regra que "pareceu inconsistente" nos estudos da proposta.

"Lula e eu pedimos para aperfeiçoar a regra e a Receita está fazendo para nos entregar a resposta e podermos tomar uma decisão o mais rápido possível", disse Haddad em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira, 17.

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Segundo o ministro, todos, entre empresários e pessoas de renda mais baixa, poderão se manifestar e opinar sobre a proposta. "Queremos buscar justiça e neutralidade", afirmou.

Haddad voltou a explicar que a fórmula elaborada pela Fazenda vai considerar os tributos que já foram pagos pela empresa de contribuintes que se encaixarão na regra do imposto mínimo, para que a alíquota padrão do IR passe a ser efetiva. "Se já está com alíquota efetiva de acordo com padrão, você vai continuar isento porque sua empresa está pagando mas se ninguém está pagando, aí tem que incidir IR ... Eventualmente uma pessoa que recebe dividendos vai continuar não pagando", afirmou o ministro, que classificou o plano como uma "boa fórmula.

Haddad disse ainda ser um porcentual pequeno de brasileiros que não pagam o imposto devido nem por meio da empresa empregadora ou via pessoa física. "Não dá 0,1% de brasileiros", disse.

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O ministro também lembrou que a ampliação da isenção do imposto de renda é uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e aproveitou a entrevista para comemorar o avanço da reforma tributária sobre o consumo.

"Brasil vai figurar entre os melhores sistemas tributários do mundo, mais justo e eficaz. Colocaremos alíquota padrão, que hoje é a mais alta do mundo, no nível internacional", disse Haddad, enaltecendo o trabalho do Congresso pela aprovação da reforma.

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