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Haddad: governo fará checagem no INSS para estabelecer ressarcimento de desconto não autorizado

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 12, que o governo vai fazer a checagem do total de aposentados que não autorizaram descontos nos benefícios para chegar ao valor exato da fraude, além de conferir se os valores bloqueados das associações cobrem o ressarcimento. "Temos que fazer um balanço do que efetivamente não foi autorizado ... Nós temos que saber exatamente o valor da fraude, e temos que saber se os valores bloqueados das associações pagam a fraude", afirmou Haddad em entrevista ao UOL.

Segundo o ministro, o governo sabe o valor dos descontos, mas não quanto do total foi autorizado e quanto é fraude - ou seja, descontos não autorizados.

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"Nós vamos ter um procedimento de checagem para saber exatamente quem não autorizou e estabelecer o procedimento de ressarcimento", reforçou Haddad, ressaltando também a determinação de punir exemplarmente os responsáveis pelos descontos ilegais nos pagamentos a aposentados.

Ao manifestar o desejo de que os fraudadores sejam punidos, o ministro classificou o caso como um escândalo que enojou todo o País. "Eu desejo e acredito que isso punição vai acontecer, que essas pessoas vão ser presas e vão cumprir uma pena que, ao meu juízo, deveria ser exemplar."

Ele salientou que a fraude foi descoberta pela Controladoria-Geral da União, cujo ministro, Vinícius Marques de Carvalho, chamado por Haddad de "craque", já bloqueou um volume considerável de recursos das associações fraudadoras.

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Agora, emendou Haddad, caberá à Polícia Federal, e não mais ao governo, chegar aos responsáveis e recuperar o dinheiro.

"É o Estado brasileiro reprimindo o crime. Então, o método a seguir para chegar nos responsáveis, recuperar o dinheiro e tudo mais, não é da competência de um ministro mais. Nem pode ser. Porque, inclusive, pode afetar o próprio governo, poderia ter pessoas próximas", afirmou Haddad, que expressou durante a entrevista confiança no trabalho da CGU e da Polícia Federal.

Haddad disse que não chegaram a ele informações de que os recursos descontados de aposentados estariam sendo direcionados a empréstimos consignados. "Não me chegou. Mas o dia que chegar eu vou informando", afirmou o ministro.

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Segundo Haddad, o crédito consignado oferecido pelo sistema bancário funciona há 20 anos de forma exitosa e "não tem nada a ver" com os descontos realizados por associações e sindicatos. Em relação ao crédito consignado lançado pelo governo a trabalhadores do setor privado, o ministro disse que a medida só levará a um endividamento excessivo se não forem tomados os cuidados necessários.

Por ora, frisou, o que está acontecendo é a substituição das dívidas mais caras pelo consignado, que tem taxa mais baixas. Ainda assim, o ministro disse que o governo está acompanhando se as instituições financeiras estão cometendo abusos, como o assédio para que clientes aceitem um empréstimo consignado. "O ministério do Trabalho que está à frente do programa, mas nós estamos acompanhando de perto e com cuidado, porque é uma novidade", comentou Haddad.

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