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Haddad diz que continua ministro até 2026, mas ressalta que atribuição que é do presidente

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que pretende continuar no cargo até 2026. Ele concedeu entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira, 17. "Eu sim, mas é uma atribuição que não é minha. Não posso dizer uma coisa que compete ao presidente", disse.

Haddad argumentou que sua profissão é professor, mas está político.

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Ele disse que se vê como um professor que colabora com a política na medida de suas possibilidades.

"Eu assumi um cargo para entregar um trabalho. Penso que o que eu entreguei até aqui é relevante para o Brasil. Eu penso que as leis que foram aprovadas até aqui, na área ambiental, crédito de carbono, toda a parte de formulação de política pública voltada para a energia verde, etc., toda a questão regulatória de crédito e seguro, a reforma tributária que é a mais ampla já feita. Eu fico feliz de ter podido entregar isso. Eu penso que a reforma tributária não tem efeito imediato como o Plano Real, mas ela é tão importante quanto o Plano Real para a economia brasileira. É a minha percepção. Eu assumi um trabalho para entregar um resultado, como eu fiz na Prefeitura, como eu fiz no MEC", afirmou Haddad.

Balanço

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O ministro da Fazenda afirmou que não vai desistir das teses que defende ao ser questionado sobre um balanço dos dois anos de sua gestão à frente da Pasta, avaliando quais foram os próprios erros e como pretende tocar os próximos dois anos no comando da pasta.

"Isso é um balanço que é bom fazer no fim do trabalho, porque eu não vou desistir das teses que eu defendo, eu vou perseverar nas teses que eu defendo. E as teses que eu defendo contrariam, às vezes, os dois lados. Às vezes tem gente que fala, tem que gastar mais, e o outro, que loucura ter que gastar mais. E isso vai acontecer com juros, com câmbio, com gasto público, com tudo", avaliou ele.

Haddad ponderou que, quando o governo lançou o arcabouço fiscal, a nova regra foi celebrada. "Hoje, algumas pessoas de boa fé estão dizendo, à luz do que está acontecendo no mundo, que é insuficiente. É preciso pensar, voltar ao tema", disse, pontuando que há má fé de pessoas que exageram na análise sobre o cenário do País.

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"Você não faz tudo o que você quer no Ministério da Fazenda, nem o presidente faz tudo o que quer na presidência da República. Nós temos que reconhecer que o Brasil tem uma pluralidade de vozes hoje muito maior. Nós temos que compreender que é mais difícil governar, sobretudo para o chefe do Executivo. Isso é real", ponderou o ministro.

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