Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Há tranquilidade após decisão do TCU sobre R$ 5 bi para conta de luz, diz diretor da Aneel

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, disse que no momento há "tranquilidade" para a efetivação dos repasses acima de R$ 5 bilhões para a redução de tarifas de 22 distribuidoras de energia elétrica. Na quarta-feira, 19, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Antonio Anastasia suspendeu o bloqueio desse recurso, que havia determinado no início da semana.

Anastasia chegou a adotar uma medida cautelar para travar esse recurso, após entender a necessidade de registro do montante no Orçamento Geral da União (OGU).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O desbloqueio ocorreu após conversas com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), Ministério de Minas e Energia (MME) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que alegaram que não havia necessidade de recolhimento à Conta Única do Tesouro Nacional (CUTN).

"Nós vamos nos manifestar no prazo que foi definido, mas hoje a nossa leitura é que nós temos competência para dar seguimento com os repasses", disse Sandoval Feitosa em conversa com jornalistas após a abertura do evento "Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro", realizado nesta quinta-feira na sede da Aneel, com agentes do setor.

O argumento do governo é que a previsão legal dá direcionamento específico ao recurso. Apesar de ter suspendido a cautelar, Anastasia disse que a avaliação do tema continuará.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O valor bilionário é proveniente da repactuação de dívidas das geradoras hidrelétricas com a utilização de áreas públicas, encargo conhecido como Uso de Bem Público (UBP).

Na semana passada, a Aneel havia homologado o valor de R$ 5,484 bilhões para ser usado como redutor nas tarifas de energia elétricas de consumidores das 22 distribuidoras.

Mercado livre de energia

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O diretor-geral da Aneel também alertou nesta quinta-feira que a falta de verbas vai impedir a realização da campanha de comunicação sobre as regras da abertura de mercado de energia elétrica para consumidores residenciais e outros na baixa tensão.

O decreto publicado na semana passada estipula que será papel da Agência o desenvolvimento e a coordenação de planos de comunicação para conscientização dos clientes das distribuidoras quanto à opção de migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL).

"Não fugimos ao trabalho, mas precisamos ter recurso para fazer", declarou o diretor-geral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ministério de Minas e Energia (MME), a Casa Civil e o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) foram avisados sobre essa necessidade, tendo em vista que tal campanha exige a contratação de pessoal e ampla coordenação para atingir os inúmeros consumidores que vão optar pela entrada no mercado livre.

De acordo com o cronograma definido em lei, até novembro de 2027, haverá a abertura para os consumidores das classes industrial e comercial na baixa tensão. Para os consumidores da classe residencial, o prazo é até novembro de 2028. Com o decreto publicado, a agência pretende avançar em um pacote de regulamentações. Sandoval Feitosa avaliou que há tempo hábil para avançar com os processos.

Além dos planos de comunicação para orientar os consumidores e agentes sobre novas regras, será necessário uma plataforma para separar tarifas entre os ambientes regulado e livre, por exemplo. Outro ponto é o detalhamento do chamado Supridor de Última Instância (SUI), que será exercido pelas distribuidoras de energia até 31 de dezembro de 2030.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após esse período, a atividade poderá ser desempenhada por outros agentes. Os pequenos consumidores serão representados por comercializadores varejistas perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade que viabiliza as operações de compra e venda de energia elétrica. Na hipótese de um comercializador perder a sua habilitação ou deixar o mercado, entra a figura do SUI.

Ou seja, esse agente vai assumir o atendimento por um período temporário, no momento em que o consumidor poderá escolher um novo fornecedor. Na prática, sempre que um cliente ficar sem o fornecimento, ele será automaticamente alocado ao SUI da sua região.

As preocupações com o processo de abertura do mercado de energia passam pela chamada sobrecontratação - quando o montante de contratos de energia supera a demanda dos clientes das distribuidoras. Isso pode ocorrer com a saída em massa dos atuais consumidores do contrato regulado para o mercado livre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os custos da sobrecontratação das distribuidoras, decorrente da migração dos consumidores para o mercado livre, serão tratados em consulta pública. A questão do SUI e sobrecontratação serão prioridades na Aneel, informou Sandoval Feitosa.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV