Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Guedes desistiu de incluir palácio em leilão, dizem governo e Assembleia do RJ

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Palácio Capanema não deve mais ser incluído no "feirão" de imóveis do ministro da Economia, Paulo Guedes, segundo autoridades do Rio de Janeiro. Tanto o governador Cláudio Castro (PL) quanto o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT), disseram na manhã desta quarta-feira, 18, que o governo federal teria desistido da ideia. A intenção de leiloar o prédio para a iniciativa privada repercutiu negativamente e mobilizou pessoas e associações ligadas à Cultura, à arquitetura e ao patrimônio histórico.

Castro e Ceciliano se reuniram com representantes desses setores para discutir a possibilidade de comprarem o palácio, dividindo os gastos pela metade. A proposta partiu do petista, incomodado com o que considerou um descaso do carioca Guedes com um dos edifícios mais importantes da ex-capital federal. Símbolo da arquitetura moderna brasileira, o Capanema já foi sede dos ministérios da Educação e da Saúde.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"A boa notícia é que, segundo interlocutores do governo do Estado com o governo federal, a possibilidade da venda no leilão está suspensa. A informação é de que o ministro Paulo Guedes vai tirar o palácio do leilão", anunciou Ceciliano após sair da reunião. "É fundamental a defesa do patrimônio do Estado do Rio, em especial na área de Cultura. O governador está em parceria com a Assembleia para buscar uma solução não só para o Capanema, como também para outros imóveis de relevância cultural para o Rio de Janeiro."

Castro aproveitará uma ida a Brasília na quinta-feira - planejada para tratar de outros assuntos - para abordar o Capanema. Ele disse que acolheu a reivindicação de Ceciliano de adquirir o palácio caso o governo federal insista em vendê-lo. "Não adianta, por ideologia, a gente ou vender tudo ou deixar tudo como está. Essa questão do equilíbrio é fundamental para darmos destinação a esses imóveis", apontou.

A concepção do palácio, feito sob consultoria do francês Le Corbusier e inaugurado em 1945, reuniu os nomes mais famosos da arquitetura, do paisagismo e da arte brasileira do século XX. Assinaram o projeto do prédio de 16 andares os arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, entre outros. Os jardins suspensos foram planejados por Burle Marx e os azulejos da fachada são de Cândido Portinari.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de ainda precisar passar por obras de reparo, o Capanema foi citado por Guedes como um dos mais de 2 mil imóveis que poderiam entrar num leilão. Para fazer caixa, o governo se baseia na lei 14.011, de 2020, que facilita a concessão de patrimônios da União. A reação de entidades da arquitetura e da Cultura foi imediata. Além da importância histórica, o palácio reúne hoje parte do acervo da Biblioteca Nacional e serve de casa para a Funarte. O contrato da fase atual do restauro do palácio é de R$ 57,8 milhões e se estende até o fim deste ano, no âmbito do programa PAC Cidades Históricas.

Numa carta assinada por dez associações, os profissionais da área destacam o reconhecimento mundial do Capanema, espécie de laboratório das ideias de Le Corbusier, o guru supremo da arquitetura modernista. "Quanto vale um prédio concebido, projetado e construído para ser um símbolo da cultura nacional?", questionam. "Ele é a obra brasileira mais citada em livros de arquitetura, mundo afora, como o primeiro edifício monumental do mundo a aplicar diretamente os conceitos da arquitetura moderna de Le Corbusier."

No período da manhã, estiveram reunidos com Ceciliano o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), o Clube de Engenharia, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU-RJ), o Conselho de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), o Instituto Internacional de Arquitetos Paisagistas (IFLA) e o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos). Sindicatos dos engenheiros e dos arquitetos, além do movimento Ocupa MinC, também compareceram.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV