Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Governo não irá se 'deixar levar' por pressões e irá discutir reoneração da folha, diz Haddad

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 22, que a equipe econômica não vai se "deixar levar" por pressões na discussão sobre o fim da desoneração da folha de pagamentos, insistindo que irá debater o tema com as lideranças do Congresso.

Segundo ele, os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), "não pareceram refratários a dialogar reoneração".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A Medida Provisória que prevê o fim gradual da política também propôs a extinção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Segundo Haddad, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não comunicou a ele uma insistência para manter o Perse no formato atual.

"Não comigo", respondeu o ministro ao ser questionado sobre o tema em participação no programaRoda Viva, da TV Cultura. Ao falar sobre o tema e defender a estratégia da Fazenda, o ministro afirmou que o governo Lula está fugindo de estereótipos ao tentar pôr "as contas em ordem" e mirar os gastos tributários.

"Pior coisa é usar pretexto para acabar com boa construção entre governo e o Congresso em 2023", disse Haddad, segundo quem Lula não sabia que Pacheco estaria fora do País na semana passada, quando se iniciaram as discussões sobre a desoneração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ministro afirmou não temer problemas na tramitação da agenda econômica no Congresso em 2024, ao ser questionado sobre o clima entre a Fazenda e o Parlamento no início deste ano.

Para defender a agenda, Haddad repetiu ser necessário ter cautela com os benefícios tributários, apontando que essas benesses precisam ter limites de prazo e contrapartidas definidos em lei. "Não está havendo aumento de carga tributária, não criamos impostos ou elevamos alíquotas", disse.

Ele ainda lembrou das dificuldades que a Fazenda enfrentou para avançar em novas regras de subvenção, que limitaram o benefício federal concedido dentro das subvenções estaduais. "Não é fácil aguentar a pressão no Congresso Nacional, os grupos de interesse são muito fortes", afirmou Haddad, relembrando que muitos grupos beneficiados pelas normas anteriores tentaram derrubar a medida, que, ao fim, foi aprovada pelo Congresso Nacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Decisão sobre desoneração

Haddad voltou a defender a revisão da desoneração da folha de pagamentos, de forma gradual, conforme propôs a equipe econômica em medida provisória editada no fim do ano passado.

Ele disse estar mais "preocupado" em discutir o princípio do assunto com o Congresso, do que a forma, ou seja, se o tema tramitará por Medida Provisória, como sugeriu a Fazenda, ou por projeto de lei.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, a pasta tem feito negociações sobre "forma e conteúdo" tanto com a Câmara como com o Senado. A expectativa de Haddad é que haja uma decisão a respeito até a próxima semana.

"Eu ouvi Pacheco (sobre revogar a MP), do que sentia dos líderes, levei a Lula considerações. Na quinta, com Lira, exploramos possibilidades. Agora, nesta semana e na próxima vamos ter decisão a esse respeito", disse Haddad.

O ministro ainda voltou a apontar que o fim gradual da desoneração da folha segue a mesma linha dos princípios da reforma tributária, e que quer conversar com líderes do Congresso para discutir o assunto por meio dessa perspectiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Nenhum líder me disse: pretendemos eternizar esse privilégio", disse Haddad, segundo quem é preciso que os setores se adaptem à nova realidade tributária do País. "Quando se abdica da receita de 17 setores (na desoneração), é preciso encontrar outras fontes", afirmou o ministro, que defendeu a coerência entre as leis aprovadas pelo Congresso, já que o orçamento de 2024 foi validado com a previsão de déficit zero, sem prever uma compensação para a desoneração da folha.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV