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Governo lança Desenrola Adimplentes com taxa de juros máxima de 1,99% ao mês

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta segunda-feira, 29, uma nova fase do programa de renegociação de dívidas Desenrola, desta vez voltada para trabalhadores informais que estão com os débitos em dia, mas pagando juros altos. A ação foi batizada como "Desenrola Adimplentes."

Como antecipou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o programa vai atender somente a trabalhadores sem vínculo formal de trabalho - ou seja, excluindo celetistas, servidores públicos, pensionistas e aposentados - com dívidas de até R$ 15 mil em operações de crédito pessoal sem consignação.

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Pode aderir quem tiver pelo menos quatro parcelas já pagas em uma operação que está em dia ou com, no máximo, 90 dias de atraso. A ideia é que a nova operação sirva para quitar a anterior e viabilizar juros menores.

Os juros das operações renegociadas vão ser limitados a, no máximo, 1,99% ao mês, pouco menos de 27% ao ano - em abril, o último dado disponível na série do Banco Central, a taxa média de juros do crédito pessoal sem consignação era de 125,1% ao ano, pouco menos de 7% ao mês.

Originalmente, o Ministério da Fazenda estudava limitar a taxa de juros das operações a um nível entre 3,49% e 3,99% ao mês, o equivalente a 50% e 60% ao ano.

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Para viabilizar as renegociações, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) vai garantir 100% de cada operação, até o limite de 50% da carteira dos bancos. Esse funding vai servir como uma fonte parcial para as operações.

Com a renegociação, o beneficiário terá prazo equivalente ao remanescente da dívida original, com a possibilidade inclusive de ampliar o prazo máximo em seis meses. Os trabalhadores que aderirem poderão ter um crédito adicional de até 50% do saldo devedor da dívida original. A prestação fica limitada a 90% do que era na dívida original.

Durante o lançamento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a medida vai permitir que os informais adimplentes tenham "pela primeira vez, uma taxa decente" para reperfilar as dívidas.

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