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Governo brasileiro recebe com indignação e acha injusta a recomendação do USTR, diz Alckmin

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou em entrevista coletiva de imprensa nesta terça-feira, 2, que o governo recebe com indignação e considera injusta a recomendação do United States Trade Representative (USTR) dos Estados Unidos em taxar os produtos brasileiros em 25%. Alckmin disse ainda que o Palácio do Planalto vai atuar para que a taxação não se concretize.

"Entendemos que é totalmente descabida a recomendação. O governo do presidente Lula vai trabalhar para que ela não se converta, para que ela não ocorra. É uma recomendação feita pelo USTR e o caminho é o caminho do diálogo. O presidente Lula sempre tem dito, não tem tema proibido e o caminho é o caminho do diálogo", disse.

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O vice-presidente também atacou o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) que, na semana passada, se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Alckmin disse que "falsos patriotas e sabotadores" prejudicam a relação bilateral construída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o tarifaço de julho de 2025.

"Sempre que o diálogo avança, infelizmente, falsos patriotas, sabotadores, prejudicam, colocam seus interesses pessoais e eleitorais acima do interesse do País e do interesse público", afirmou.

Alckmin também defendeu o Pix, e disse que o instrumento é um patrimônio nacional. Sobre as acusações dos EUA de corrupção no governo brasileiro, ele declarou que o Brasil aprovou 30 dispositivos contra o crime nos últimos 20 anos. Já, ao falar sobre desmatamento, o vice-presidente afirmou que o País está registrando a maior queda nos últimos sete anos.

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O vice-presidente Alckmin disse ainda que a balança comercial com o Brasil é amplamente favorável aos Estados Unidos. Na tarifa brasileira sobre o etanol, que é uma queixa dos americanos, o vice-presidente afirmou também que as alíquotas sobre o produto são semelhantes.

Alckmin também disse que o acordo feito pelo Brasil com o México e a Índia não restringe a compra de produtos americanos ou prejudica empresas do país.

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