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Galípolo: em 60 anos, BC fortaleceu sistema financeiro nacional e só em 2023 teve diretor negro

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enfatizou nesta terça-feira, 1º de abril, o aumento das atribuições da instituição ao longo dos 60 anos da autarquia, o trabalho de fortalecimento e saneamento do sistema financeiro nacional, e o impacto dos debates das questões climáticas para a autarquia, bem como a estreia de um negro, em 2023, na diretoria colegiada da instituição. Esta gama de assuntos foi tratada durante discurso em sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem ao Banco Central.

"O início das atividades ocorreu apenas no fim de março de 1965, e é por isso que nós estamos comemorando agora, esta semana, o aniversário do Banco Central. Desde então, inúmeras competências foram realizadas pelo Banco Central, tornando a instituição cada vez mais relevante para a sociedade", disse o presidente do BC.

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Depois de citar taxas de inflação estratosféricas em alguns dos anos na década de 80 e 90, Galípolo citou o "papel relevantíssimo" do Banco Central na renegociação da dívida, considerada a condição necessária para a estabilização monetária.

Ele também mencionou o "trabalho essencial" de saneamento e fortalecimento do sistema financeiro nacional. "O Banco Central passa a ser admirado por uma agenda de inovações, onde o Brasil hoje é reconhecido internacionalmente e admirado e copiado pelos avanços que foram produzidos", considerou.

Sobre sustentabilidade, o presidente enfatizou que as questões climáticas afetam cada vez mais mandato e atuação do BC e, ao citar a presença de Ailton Aquino na diretoria do BC, disse que ver um grupo mais diversificado, com a presença também de mulheres, é algo que gostaria de verificar mais no Banco e no setor privado. "Essa é uma agenda que eu espero ver, não só no Banco Central, mas também no sistema financeiro como um todo."

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